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Índice PLACAR/Itaú BBA: Fazer mais com menos é o segredo do Grêmio

Equilíbrio e prudência colocam o Tricolor gaúcho como terceiro melhor colocado no levantamento que mede a qualidade da gestão esportiva dos clubes do país

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 31 jul 2020, 18h31 - Publicado em 31 jul 2020, 18h30

Tomando emprestada uma expressão do mundo corporativo, o Grêmio pode ser considerado um case de sucesso em relação às finanças pois é prova viva de como um clube pode fazer menos investimentos e, ainda assim, apresentar melhores resultados. A situação de desequilíbrio e contratação de medalhões para conquistar títulos perdeu espaço nos últimos anos. Um tipo de gestão mais responsável foi justamente o que colocou o Tricolor gaúcho de volta entre os grandes do país no que se refere a organização.

O Índice PLACAR/Itaú BBA de gestão esportiva, publicado na edição de junho da revista (disponível para assinantes no aplicativo para iOS e Android), atesta essa nova realidade. Com seis pontos, o Grêmio é o terceiro colocado do ranking, atrás de Flamengo e Goiás. PLACAR criou uma nova métrica, a partir das análises dos balanços feitas pelo economista César Grafietti, consultor da instituição financeira, para aferir a qualidade do trabalho dos cartolas das principais equipes do país (entenda como foram calculadas as notas aqui).

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No modelo implementado pela diretoria nos últimos anos, principalmente durante a gestão de Romildo Bolzan, os investimentos passaram a ser pontuais. Nada de fazer loucuras para contratar medalhões: o Grêmio passou a trabalhar mais racionalmente, priorizando sua categoria de base. “Um bom equilíbrio econômico, geração de caixa robusta e uma diversificação de receitas importante. Tem uma base de sócios torcedores grande e receitas altas com isso. Também depende hoje menos do dinheiro da televisão e da venda de atletas. Tudo isso vai fazer o Grêmio passar por esse ano atípico sem sofrer tanto quanto outros times”, explica Grafietti.

O economista do Itaú BBA afirma que o Tricolor gaúcho tem uma política financeira mais próxima a de uma empresa pelo menos desde de 2017, quando passou a apresentar números positivos nos balanços financeiros: “Esse é o grande segredo. O Grêmio conseguiu equilibrar suas dívidas e usa o dinheiro das vendas de atletas para pagar dívidas e equilibrar o caixa”.

Ainda esteja em um degrau abaixo no volume de receitas se comparado a Flamengo e Palmeiras, o técnico Renato Portaluppi tem conseguido montar boas equipes e seus cartolas são competitivos no mercado sem desequilibrar suas finanças. A estabilidade financeira ajuda o clube a se manter no topo, sempre com fôlego para brigar por títulos.

Na semana que vem, uma nova análise individualizada explicará a posição de mais um dos 20 clubes presentes na primeira edição do Índice PLACAR/Itaú BBA de gestão esportiva. Se quiser entender melhor como a ideia foi concebida, assista à entrevista abaixo com César Grafietti:

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