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Eliminados e no mercado: qual será o futuro de Cristiano Ronaldo e Messi?

Fora das quartas da Champions pela 1ª vez em 16 anos, craques têm sido contestados e devem mudar de ares. Clubes de França, Inglaterra e EUA se candidatam

Por Da Redação Atualizado em 11 mar 2021, 15h16 - Publicado em 11 mar 2021, 11h08

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi vivem o pior momento de suas carreiras desde que se tornaram, incontestavelmente, os grandes craques desta geração. Pela primeira vez desde 2005, nenhum dos dois participará das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa – a Juventus caiu, de forma surpreendente, para o Porto e o Barcelona foi eliminado pelo Paris Saint-Germain, nas oitavas. Apesar de manterem ótimos números, o português e o argentino já não são mais decisivos nem vencedores como antes e ambos parecem viver um fim de casamento com suas respectivas equipes. O debate, portanto, fica aberto: para onde vão Messi e Cristiano em 2021? Ou ainda, quem terá condições de bancar seus salários em meio à crise financeira acentuada pela pandemia do coronavírus?

Em uma rápida reviravolta, Cristiano Ronaldo vive momento até mais turbulento que Messi. Aos 36 anos, o atacante foi apontado com um dos principais responsáveis pela eliminação diante do Porto por ter virado de costas na barreira, no gol da classificação portuguesa (a bola passou entre suas pernas antes de parar nas redes). Foi a terceira eliminação precoce consecutiva no torneio do qual foi contratado para ser a grande estrela, após decepções contra Ajax e Lyon). Para piorar, a Juventus, atual eneacampeã consecutiva, é apenas a terceira colocada do Campeonato Italiano, dez pontos atrás da líder Inter de Milão.

Apesar de ter marcado 27 gols em 32 jogos na temporada, Cristiano não é mais unanimidade. Ao contrário. “Ter contratado Cristiano foi um erro absoluto, disse isso desde o primeiro dia. É um grande jogador, um campeão, mas muito caro”, cravou Giovanni Cobolli, ex-presidente da Juventus e voz importante do futebol italiano, à Radio Punto Nuovo nesta quinta-feira, 11. “Agora a Juventus precisa se reconstruir e deveria abrir mão de Cristiano Ronaldo.”

Segundo informação do diário La Gazzetta dello Sport, a Juventus investiu 240 milhões de euros (equivalente a 1,6 bilhão de reais pela cotação atual), sendo 115 milhões de euros na contratação e mais um salário-base de 31 milhões de euros por temporada até 2022, para ter Cristiano, e agora precisa aliviar o caixa, pois esperava receber maiores premiações e, sobretudo, não contava com com a ausência de bilheteria causada pela pandemia.

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A emissora italiana Mediaset informou nesta quinta que a Juventus já considera vendê-lo por cerca de 60 milhões de euros (401 milhões de reais) e aponta quatro clubes como possíveis interessados: Real Madrid, PSG, Manchester United e Inter Miami. Os dois últimos aparecem como destinos mais prováveis – o United por ser o clube em que o português foi ídolo atuando entre 2003 e 2009 e o americano, que tem David Beckham como dono, e promete revolucionar a Major League Soccer com contratações de peso.

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O jornal francês Le Larisien, no entanto, revela que o “PSG reabriu o arquivo Cristiano”, e estaria disposto a contratá-lo. Isso, portanto, só seria possível caso a saída de Mbappé fosse confirmada, além de uma recusa de Messi. Cristiano ainda não falou publicamente desde a eliminação para o Porto.

  • Messi: novo presidente dá esperanças aos catalães

    O tremendo golaço marcado diante do PSG pode ter sido o último de Messi com a camisa do Barcelona na Liga dos Campeões. Maior artilheiro da história do clube com 658 tentos, o argentino de 33 anos tentou forçar sua saída ao final da última temporada, abalado com a goleada por 8 a 2 para o Bayern de Munique e com seguidos desentendimentos com o antigo presidente, Josep Maria Bartomeu. Acabou ficando, a contragosto, por obrigações contratuais – e também por influência da esposa e dos filhos, que não queriam deixar a Catalunha.

    Seu contrato, porém, se encerra em julho, quando Messi poderá mudar de ares apenas negociando condições salariais. Os resultados em campo, novamente, não indicam sua permanência. Eliminado antes da final da Liga dos Campeões pelo sexto ano seguida – o clube venceu apenas a edição de 2015 nos últimos 10 anos -, o Barcelona está a seis pontos do Atlético de Madri, líder do Campeonato Espanhol. Messi tem 25 gols em 34 jogos nesta temporada.

    Os jogadores Neymar (esq) e Messi (dir), durante treino do Barcelona antes da partida contra o Celtic, válida pelo grupo C da Liga dos Campeões da Europa - 12/09/2016
    Neymar já deixou claro ao PSG: quer refazer parceria com Messi David Ramos/Getty Images

    Assim como já ocorreu no verão passado, os principais candidatos a contar com Messi seguem sendo Manchester City, de seu antigo mestre Pep Guardiola, o PSG, dos amigos Neymar e Di María, e também o próprio Inter Miami, de Beckham. Messi, aliás, já deixou claro em entrevista que gostaria de encerrar a carreira nos Estados Unidos. Há, no entanto, uma esperança de que ele renove com o Barcelona que atende pelo nome de Joan Laporta.

    Mandatário do Barça entre 2003 e 2010, Laporta voltou a presidência em recente eleição, a primeira em 20 anos a contar com o voto de Messi – nele, claro. Os dois mantêm boa relação e Laporta chegou a dizer que era o único candidato capaz a convencer Messi a seguir. “Hoje faz 20 anos que um menino estreou no Barça e ver que o melhor jogador da história do futebol veio votar com o filho e participar desta festa significa muito. Messi ama o Barça e isso é muito significativo”, discursou Laporta no dia de sua vitória.

    “Espero que sirva para encorajá-lo a continuar no Barça, que é o que todos desejamos. Ele nos deu uma lição de amor pelo Barça, mostrou que ama o clube. É significativo que tenha vindo votar, e mais ainda com o filho, isso significa que ama o Barça e que compreende que somos uma família. Sei que ele vai valorizar a nossa proposta porque gosta da gente”, completou Laporta.

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