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Conmebol veta adiamento e Colômbia deixa de ser sede da Copa América

Entidade não aceitou o pedido do governo colombiano e federação local para a disputa do torneio em novembro; jogos serão todos remanejados para a Argentina

Por Da Redação Atualizado em 20 Maio 2021, 22h30 - Publicado em 20 Maio 2021, 21h52

A Conmebol confirmou na noite desta quinta-feira, 20, a decisão do governo colombiano de desistência da realização da próxima Copa América. O país era, ao lado da Argentina, uma das sedes do torneio. O anúncio ocorre a menos de um mês para o início da competição, marcada para o próximo dia 13 de junho. O país vive crescente tensão social, com uma série de protestos.

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De acordo com a entidade, a Colômbia solicitou pelo remanejamento do torneio para o mês de novembro, o que foi considerado inviável pela organização. A Conmebol disse que por razões relacionadas ao calendário internacional de competições e a logística do torneio seria impossível atender ao pedido.

  • Na nota, a entidade agradeceu ao empenho e entusiasmo do presidente do país, Iván Duque, e pelo presidente da Federação Colombiana de Futebol, Ramón Jesurún, pelas tentativas de um desfecho positivo. No fim, reafirmou que a competição acontecerá e que informará nos próximos dias onde ocorrerão as partidas.

    O Brasil jogaria a primeira fase em solo colombiano. A seleção está no Grupo B, ao lado de Venezuela, Peru, Equador e a própria Colômbia e tinha jogos agendados para Medellín, Cali, Barranquilla e Cali. A estreia será contra os Venezuelanos, no dia 14.

    A atual edição ocorre com dez países divididos em duas chaves, uma com todos os jogos na Argentina e a outra na Colômbia. Os argentinos, no Grupo A, tem ao seu lado Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. Somente a pior campanha de cada grupo está eliminada para a fase eliminatória, de mata-matas. A final estava agendada para o estádio El Campín, em Bogotá.

    A Colômbia vive há quase três semanas um ambiente de protestos, inicialmente contra uma reforma tributária proposta pelo governo, mas que rapidamente envolveram outras reivindicações, com críticas ao governo de Iván Duque.

    Everson, goleiro do Atlético Mineiro, cobre o rosto já cheio de lágrimas por causa dos efeitos do gás lacrimogêneo. Os protestos fora do estádio Romelio Martínez, em Barranquilla, na Colômbia, afetaram os jogadores em uma das cenas mais vergonhosas da história da Libertadores -
    Everson, goleiro do Atlético Mineiro, cobre o rosto já cheio de lágrimas por causa dos efeitos do gás lacrimogêneo. Os protestos fora do estádio Romelio Martínez, em Barranquilla, na Colômbia, afetaram os jogadores em uma das cenas mais vergonhosas da história da Libertadores – Ricardo Maldonado/POOL/EFE

    A repressão policial no país provocou uma série de conflitos com, pelo menos, 42 mortes e mais de 1.700 pessoas feridas, gerando tensão e descontentamento com a possibilidade do país ter jogos de futebol. Uma série de incidentes foram registrados em partidas pela Copa Libertadores, uma delas que interrompeu por cinco vezes o jogo entre América de Cali e Atlético Mineiro. A explosão de bombas de gás lacrimogênio na parte de fora atrapalhou o desempenho dos atletas, que levavam as mãos ao rostos.

    Entre os protestos foi contínua a exibição de cartazes com os dizeres “se não há paz, não há futebol”, amadurecendo a concentração de jogos na Argentina, que também impôs medidas restritivas devido ao agravamento da pandemia da Covid-19. As restrições anunciadas passarão a valer pelos próximos nove dias.

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