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CBF e STJD punem Vasco: São Januário está interditado

Clube ainda pode perder até 25 mandos de campo e pagar multa. No último sábado, confronto entre torcedores e policiais terminou em morte

Por Da redação Atualizado em 10 jul 2017, 17h44 - Publicado em 10 jul 2017, 16h35

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) puniu rapidamente o Vasco pelos confrontos entre torcedores e policiais militares no clássico diante do Flamengo, no último sábado, em São Januário. A entidade informou na tarde desta segunda-feira que o estádio do Vasco está proibido de receber partidas com presença de torcida. Pouco depois, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foi além e anunciou a interdição de São Januário.

A resolução da CBF assinada pelo presidente Marco Polo Del Nero já tinha efeito imediato. Pouco depois, o STJD também se manifestou e confirmou punição ao estádio. O tribunal e acatou o pedido da promotoria de interdição de São Januário até que seja revisto o plano de segurança do local. Além disso, o clube carioca poderá perder até 25 mandos de campo, além de estar sujeito a multas que podem chegar a 350.000 reais.

A interdição imposta pelo STJD é válida até que a corte analise o caso, em julgamento ainda sem data marcada. Mas, com a determinação da CBF, mesmo que o Vasco consiga reverter a liminar da Justiça desportiva, o clube só poderá jogar em casa sem a presença de sua torcida.

O clube é acusado de infringir o artigo 213 e seus incisos I (desordem), II (invasão) e III (lançamento de objetos), parágrafo 1º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena máxima prevista por infração a cada um dos incisos é de multa que varia de 100 a 100.000 reais, além da perda de até 10 mandos de campo – no caso do inciso II, a Procuradoria considerou que houve apenas tentativa de invasão, e nesse caso a pena máxima cai pela metade.

  • A Procuradoria do STJD também denunciou o clube por infração ao artigo 211 do CBJD (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização), cuja pena máxima é multa de 100.000 reais.

    Além da esfera esportiva, o São Januário corre o risco de ser interditado pela Justiça comum. No início da tarde, o Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com ação de interdição no Juizado Especial do Torcedor.

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    A confusão entre torcedores teve início logo após a derrota do Vasco por 1 a 0. Torcedores entraram em confronto com policiais, depredaram parte do próprio estádio e ameaçaram jogadores e jornalistas presentes. Três torcedores foram baleados e um deles morreu.

    Abaixo, a resolução da CBF:

    Resolução da CBF que determinou a suspensão de partidas com torcida em São Januário
    Resolução da CBF que determinou a suspensão de partidas com torcida em São Januário CBF/Divulgação

    Eurico: ‘Nada vai prejudicar o Vasco’

    O presidente do Vasco, Eurico Miranda
    O presidente do Vasco, Eurico Miranda Celso Pupo/Folhapress

    Mais cedo, antes da decisão da CBF, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, convocou uma entrevista coletiva para comentar os incidentes de sábado. Ele afirmou que o julgamento do incidente violento é precipitado. “A precipitação está ocorrendo de todas as partes: da imprensa, da Polícia Militar, do Ministério Público. Ninguém mais do que eu quer que as coisas sejam devidamente apuradas, que as coisas sejam investigadas. Esses julgamentos antecipados normalmente levam e induzem a erro”, disse.

    O presidente também rebateu a nota divulgada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que responsabilizava o clube mandante pela revista de torcedores na entrada da partida. “A PM justifica da maneira dela, a PM pode até nem fazer a revista, alegando falta de contingente, mas ela é responsável por esta revista. Quando ela não tem contingente e pede que seguranças façam a revista, ela tem que supervisionar a revista”, afirmou.

    Eurico ainda aproveitou para afirmar que o clube tomou providências para que o clássico acontecesse com segurança. Além disso, disse que acreditava em um ato premeditado, e que o clube estaria preparado para qualquer decisão definida pelo STJD.

    “É preciso que fique claro que nós tomamos todas as providências. Não sei se mudaria algo, mas sugeri que o jogo fosse com torcida única, mas a PM não quis acatar esse pedido. Não estou dando explicações, mas quero dizer que alguns fatores contribuíram para isso. É grupo político. Normalmente isso é financiado por alguém, que visa desestabilizar o futebol. Nada do que pretendem fazer para tumultuar o futebol, vão conseguir. Estamos preparados. O tribunal deve agir e nada vai prejudicar o Vasco”, completou.

     

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