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As escolinhas de futebol brigam para reabrir

Estima-se que, apenas na grande São Paulo, setor paralisado pelo coronavírus abrigue 5.500 trabalhadores diretos e atenda 25.000 crianças

Por Da Redação - Atualizado em 15 jul 2020, 10h27 - Publicado em 15 jul 2020, 09h52

A reabertura das academias de ginástica na cidade de São Paulo, com imposição de agendamento prévio, seis horas de funcionamento diário e apenas 30% da capacidade, deixou – ao menos por ora – um gosto amargo para os proprietários dos negócios. Boa parte dos grupos empresariais preferiu adiar a retomada, um modo de evitar prejuízos. De qualquer maneira, houve alguma celebração da normalidade possível. As escolas, do ensino fundamental ao médio, já ensaiam a reabertura de portas a partir de 8 de setembro – com normas de segurança rígidas, evidentemente, e com aulas híbridas, entre o presencial e as videoconferência. Há, contudo, um grupo que ainda caminha ao limbo – não são academia, nem clubes, e tampouco são escolas, embora trabalhem com esporte e crianças. As escolinhas de futebol, evidentemente fechadas, aguardam sinal verde para repensar a vida – e, no entanto, continuam sem orientações claras. Estima-se que, apenas na grande São Paulo, abriguem mais de 5.500 trabalhadores diretos e atendam pelo menos 25.000 crianças.

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Em grupos de WhatsApp, os diretores e professores dessas escolinhas começam a construir um expressivo movimento, com um objetivo muito claro: serem incluídos nas discussões de fim da quarentena do coronavírus. Um documento com todas as sugestões de protocolos e adaptações deverá chegar às mãos da prefeitura nos próximos dias. Os argumentos, expostos no texto: “É de conhecimento de todos que a saúde física e mental são grandes aliados no combate a qualquer doença. Nesse período de isolamento, houve aumento de crises de ansiedade, depressão, obesidade e pressão alta, entre outros. Sabemos também da influência que os professores exercem na educação de crianças e adolescentes, em parceria com as famílias. Temos clareza do momento delicado e da necessidade de protocolos de segurança rigorosos, e diversas escolas de futebol já criaram seus normas, à espera do momento de reabrir.

Diz Leandro Alves Ferreira, da escolinha Chute Inicial: “O espaço físico utilizado para nossas atividades permite o distanciamento recomendado, sem contar que a maioria das quadras estão em áreas abertas”. A pandemia reinaugurou um novo mundo, o cotidiano terá de ser alterado – e, em meio a tanto novidade, já é necessário descer aos detalhes, prestar atenção nas partes e não apenas no todo. As escolinhas de futebol, insista-se, potenciais formadores de profissionais, muito procuradas, não são clubes e não são escolas, mas têm os pés nos dois mundos.

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