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A enésima decepção de Messi com a seleção: ‘Dói perder para o Brasil’

Gênio argentino deixou o Mineirão cabisbaixo e reclamando bastante da arbitragem: "Hoje o Brasil comanda tudo na Conmebol"

BELO HORIZONTE – Lionel Messi até tentou. Arrancou suspiros, inclusive de brasileiros, com seus dribles curtos, chutou uma bola na trave e as que foram na meta pararam em mais uma atuação brilhante de Alisson, seu carrasco. O gênio da seleção argentina, porém, amargou mais um derrota diante do Brasil, a sexta em dez encontros, e segue perseguindo um título com a seleção adulta – que, por sua vez, não vence nada desde a Copa América de 1993.

Tabela completa da Copa América 2019

O capitão do time foi um dos poucos atletas da Argentina que pararam para atender a imprensa. E o fez sem pressa, assumindo um novo papel de líder também fora de campo. Falou com calma, mas reclamou da arbitragem e admitiu sua enorme frustração. “Dói perder para o Brasil. Estamos de cabeça quente agora, mas é preciso levantar a cabeça”, disse, diante de um batalhão de repórteres. O excesso de jornalistas ao seu redor causou discussões com a organização.

Com mais tranquilidade, ele atendeu as emissoras de seu país que detinham os direitos de transmissão. “A Argentina não tem de se arrepender de nada. A gente fica com raiva. Fez um esforço muito grande contra um Brasil com grandes jogadores e anfitrião”, disse, para depois reclamar da arbitragem.

“Todos os lances bobos iam para eles. Cartões amarelos para a gente. Jogadas claras que não foram revistas pelo VAR. Várias faltas bobas, pênaltis, foram marcados nessa Copa América pelo VAR e não foram revistas hoje.”

Ele ainda acusou o Brasil de “comandar a Conmebol”. “Eles mataram vários contra-ataques e não receberam cartão. O árbitro nunca foi ver o VAR, quando sofremos dois pênaltis e um deles ocasionou o gol deles. Teriam de olhar melhor a questão da arbitragem, mas como é o Brasil e hoje o Brasil comanda tudo na Conmebol, é complicado que façam algo, mas a verdade é que nos faltaram com respeito.”

Em seguida, tentou proteger os atletas mais jovens e, aos 32 anos, deixou claro que pretende seguir em busca de um troféu. “Tomara que esses jogadores jovens sejam respeitados. Podemos ficar tranquilos porque vamos continuar crescendo. (…) Acho que algo novo está começando, algo bonito. Temos uma base importante que deixamos nessa Copa América com jogadores que amam a seleção e querem estar aqui. Eles precisam de tempo, o técnico precisa de tempo, não seria justo dizer agora que ele já tem que ir embora. É importante que o técnico e os jogadores jovens tenham carinho para que continuem.”

Por fim, negou que pense em deixar a seleção, como já fez depois da derrota para o Chile, na decisão da Copa América de 2016.  “Não sei como vai ser o futuro, mas me encontrei muito bem com esse grupo. Se puder ajudar de alguma forma, vou faze-lo. É um grupo com grande chance de crescimento e eu quero ajuda-los”, completou Messi, que agora terá de disputar no próximo sábado, 6, em São Paulo, o terceiro e quarto lugar, com quem perder o duelo entre Peru e Chile, na quarta-feira, 3.