Segundo Imseis, alguns dos que estão fugindo do país após a deposição de Assad podem estar ligados ao antigo governo ou fazerem parte de minorias religiosas, preocupadas com a posição da administração interina comandada pela Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que é composta em grande parte por combatentes da maioria sunita da Síria.
O governo interino da Síria buscou tranquilizar os diferentes grupos étnicos e religiosos do país de que todos serão protegidos e incluídos após após mais de meio século de repressão sob o clã Assad. Ainda assim, muitos acreditam que a HTS possa marginalizar grandes populações minoritárias, que incluem muçulmanos xiitas, drusos, alauítas e cristãos.
Milhares de pessoas já retornaram ao país, principalmente vindas da Turquia, Líbano e Jordânia.
“Temos enormes necessidades humanitárias em uma escala que não diminuiu de forma alguma”, disse Imseis, pedindo o apoio de doadores para auxiliar a volta dos refugiados.
Imseis também pediu que os países não obriguem os refugiados a retornarem à Síria. No entanto, muitas nações europeias já disseram que suspenderão os pedidos de asilo de sírios, com a Áustria entre os que já estão preparando um programa de “repatriação e deportação” para o país.
“É importante manter essa proteção para os sírios que já encontraram refúgio nos países anfitriões, e que eles não sejam devolvidos à força para a Síria”, acrescentou Imseis.