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Três filhos de Kadhafi e sua esposa entraram na Argélia

Por Por Béatrice KHADIGE 29 ago 2011, 18h13

As autoridades argelinas anunciaram a chegada nesta segunda-feira de parte da família do coronel Muamar Kadhafi em seu território.

Em reação a essa notícia, os rebeldes líbios anunciaram que vão “processar a Argélia por tê-los levado” da Líbia, informou à AFP um membro do Executivo do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mohammed al-Allagy.

A esposa do coronel Muamar Kadhafi e três filhos do líder líbio entraram na Argélia, anunciou o Ministério das Relações Exteriores argelino.

“A esposa de Muamar Kadhafi, Safia, sua filha Aisha, seus filhos Hanibal e Mohamed, acompanhados dos filhos destes, entraram na Argélia às 08h45 (04h45 de Brasília) pela fronteira com a Líbia”, indicou o ministério em um comunicado divulgado pela agência de notícias APS, sem apresentar maiores detalhes.

“Esta informação foi transmitida ao secretário-geral das Nações Unidas, ao presidente do Conselho de Segurança e a Mahmud Jibril, presidente do conselho executivo do Conselho Nacional de Transição líbio”, acrescentou o ministério em um comunicado.

As autoridades, que reafirmaram sua “estrita neutralidade” no conflito líbio, não justificaram a autorização de entrada na Argélia dos quatro membros da família Kadhafi, assim como não indicaram se entraram por via aérea ou terrestre.

Segundo fontes locais citadas por Anis Rahmani, dono do jornal Ennahar, cerca de trinta pessoas, incluindo dez gravemente feridas, conseguiram cruzar a fronteira no Sahel, fronteira do sul com a Argélia, na altura de Djanet (mais de 2000 km ao sul de Argel).

“Fugiram para a Argélia porque estavam sendo perseguidos” pelos rebeldes, afirmaram essas fontes.

A filha de Kadhafi, Aicha, estaria a menos de 48 horas de dar a luz. “Ela deve dar a luz hoje ou amanhã e precisa de cuidados médicos”, completaram as mesmas fontes, que informaram que o grupo dever permanecer “por um tempo em Djanet”.

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Na sua versão online, o diário El-Watan também anunciou que a Argélia tinha fechado suas fronteiras com a Líbia após ter decretado o estado de alerta geral.

Esta decisão de acolher parte da família de Khadafi pode ter sido motivada pelo fim do Ramadã acontecer na terça ou na quarta-feira, além do fato de esses membros da família do ex-ditador líbio “não estarem sendo procurados pela Tribunal Penal Internacional (TPI)”, explicou o cientista político argelino Abdelaziz Djerrad, ex-funcionário do ministro de assuntos exteriores e da presidência do país.

Ele também avalia que se trata de uma decisão “humanitária”, tomada após ter consultado os líbios, mas também a França e os Estados Unidos”, membros ativos da OTAN no seu apoio ao CNT.

Mohamed, é conhecido por ser um articulador discreto. Pelo contrário, Hannibal, de 33 anos, chegou a provocar uma grave crise diplomática entre a Líbia e a Suíça ao chamar atenção pelos seus excessos de comportamento.

Já Aicha, advogada, depositou em junho em Paris um queixa por “assassinato” e “crimes de guerra” após a morte de quatro membros da sua família, entre eles um dos seus sete irmãos, durante um bombardeio da OTAN sobre Trípolo, no dia 30 de abril.

Safia Farkash, mãe de sete dos oito filhos biológicos de Muamar Kadhafi, do qual é a segunda esposa, é uma mulher discreta, que já foi enfermeira e é conhecida por ter uma imensa fortuna e uma grande influência política.

De acordo com uma fonte rebelde, confirmada pela agência de notícias egípcia Mena, um comboio de Mercedes blindadas transportando eventualmente os Khadafi tinha entrado no território argelino.

A informação tinha sido negada categoricamente pelas autoridades argelinas.

Nesta segunda-feira pela manhã, a Argélia, que ainda não reconheceu o CNT, anunciou que um reunião tinha ocorrido no último sábado em Cairo, entre o ministério das relações exteriores Mourad Medelci e o número dois do CNT Mahmoud Djibril.

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