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Seul acredita que oferecer condolências a Pyongyang pode ter custo político

Por Da Redação 20 dez 2011, 00h52

Seul, 20 dez (EFE).- Seul ainda não decidiu se transmitirá ou não suas condolências a Pyongyang pela morte do líder Kim Jong-il devido à repercussão política que o gesto pode ter sobre as eleições de 2012, informou nesta terça-feira a agência local ‘Yonhap’.

Oferecer condolências a Pyongyang pode ser considerado um gesto conciliador e, por este motivo, criar controvérsia no seio do conservador Grande Partido Nacional, que governa o país, a poucos meses das eleições parlamentares de abril e do pleito presidencial de dezembro, indicou um alto funcionário do Governo à ‘Yonhap’.

‘Não é um assunto que pode se prolongar por mais tempo, mas tomar uma decisão neste momento é difícil’, afirmou a fonte, que preferiu guardar anonimato.

O funeral de Kim Jong-il, que faleceu no último sábado após um ataque cardíaco, acontecerá no próximo dia 28, em uma cerimônia à qual não foram convidadas delegações internacionais.

Na Coreia do Sul, a principal força da oposição, o progressista Partido Democrático, e os principais grupos ativistas liberais defendem que o Governo do país apresente suas condolências ao regime da Coreia do Norte, assinalou a ‘Yonhap’.

Por outro lado, o Parlamento sul-coreano anunciou nesta terça-feira que promoverá reuniões de emergência para debater os efeitos da morte de Kim Jong-il e desenvolver medidas orientadas a enfrentar o vazio de poder na Coreia do Norte.

Tanto o Escritório Presidencial de Seul como o Ministério das Relações Exteriores e o Exército decretaram estado de emergência entre seus funcionários devido às incertezas regionais geradas pela inesperada morte do líder norte-coreano. EFE

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