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Série de explosões no Cairo tem polícia como alvo principal

Carro-bomba explodiu na sede da corporação e deixou 4 mortos. Três outras explosões, uma perto de uma delegacia, mataram ao menos outras 2 pessoas

Por Da Redação
24 jan 2014, 05h38

(Atualizada às 17h37)

Um carro-bomba foi detonado nesta sexta-feira em frente à sede da polícia do Cairo, matando pelo menos quatro pessoas em uma explosão ouvida em toda a capital. As mortes foram confirmadas por funcionários do Ministério da Saúde e pela polícia egípcia. “Foi um carro-bomba”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Hany Abdel Latif. Além disso, cerca de 50 pessoas ficaram feridas – como sexta-feira não é dia útil nos países islâmicos, acredita-se que a sede da polícia não estava cheia.

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A explosão também causou muitos danos materiais e estourou as janelas do edifício, localizada no bairro de Abdeen. Fontes de segurança disseram que o carro-bomba foi provavelmente detonado em um atentado suicida. Pouco depois da primeira explosão, outras três bombas foram detonadas em áreas diferentes da capital. A primeira delas atingiu os arredores da estação Behuth, do metrô do Cairo, e deixou um morto e 15 feridos. A segunda explosão foi registrada em uma delegacia perto das Pirâmides de Gizé – ninguém ficou ferido. O último incidente, ocorrido perto de um cinema na estrada para as Pirâmidas de Gizé, deixou um morto.

A série de atentados desta sexta-feira na capital egípcia, que tem a polícia como alvo principal, ocorre um dia antes do terceiro aniversário do início da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 2011.

Ataques – Os atentados terroristas contra prédios do governo aumentaram no Egito desde a destituição, por um golpe militar em 3 de julho do ano passado, do ex-presidente Mohamed Mursi, que faz parte da Irmandade Mulçumana. O presidente deposto e outros 132 dirigentes e membros de grupos islamitas estão sendo processados pela Justiça egípcia e respondem por diversas acusações, entre elas manter relações com o grupo radical palestino Hamas.

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Em dezembro, o governo interino chefiado pelos militares que derrubaram Mursi classificou a Irmandade como “grupo terrorista” – acusação rejeitada pelos líderes islamitas. A Irmandade teve suas atividades suspensas pela Justiça do Egito no final de setembro, em meio a uma campanha para sua dissolução empreendida pelo governo de transição que substituiu Mursi em julho.

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(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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