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Rússia alerta para conflito com Otan se aliança enviar tropas para Ucrânia

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que confronto direto com soldados da principal aliança militar ocidental seria 'inevitabilidade' 

Por Da Redação
Atualizado em 7 Maio 2024, 16h56 - Publicado em 27 fev 2024, 11h07

A Rússia alertou nesta terça-feira, 27, para o agravamento do conflito caso a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) envie tropas para apoiar a Ucrânia no campo de batalha. Questionado por repórteres, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o confronto direto com os soldados da principal aliança militar ocidental não seria uma “probabilidade”, e sim uma “inevitabilidade”.

Ele afirmou, ainda, que “o próprio fato de discutir a possibilidade de enviar certos contingentes de países da Otan para a Ucrânia é um novo elemento muito importante”. Em seguida, argumentou que os países do Ocidente deveriam repensar se o cenário de violentos embates seria desejável. A Rússia e os Estados Unidos, membro da Otan, são donos dos maiores arsenais de armas nucleares do mundo.

+ Macron fala em possibilidade de países da UE enviarem soldados à Ucrânia

Palácio do Eliseu x Kremlin x Casa Branca

O alerta ocorre um dia após o presidente da França, Emmanuel Macron, pontuar que não exclui a possibilidade de nações europeias deslocarem militares para a Ucrânia, que teve um quinto do seu território capturado por Moscou desde a eclosão da guerra, há dois anos. Em setembro de 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, anexou quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Na última semana, as tropas assumiram controle da cidade de Avdiivka.

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“Não há consenso, nesta fase, para enviar soldados ao terreno”, explicou Macron a jornalistas. “Nada deve ser excluído. Faremos tudo o que for necessário para que a Rússia não vença.”

Em meio à declaração do francês, uma fonte relatou à agência de notícias Reuters que a Casa Branca não tinha planos de enviar soldados americanos ou da Otan para Kiev. Mas os avanços russos se proliferam a medida em que o Congresso americano está imerso em divergências internas.

Embora o Senado tenha aprovado um pacote de US$ 95 bilhões em ajuda à Ucrânia e Israel, o projeto de lei deve enfrentar resistência na Câmara, controlada por republicanos – os da ala linha-dura desejam um austero corte de gastos e o envio de verba para controlar a imigração na fronteira com o México.

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+ Senado dos EUA aprova pacote de US$ 95 bi para Ucrânia, Israel e Taiwan

Contraofensiva fracassada

Ainda neste domingo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, atentou à emissora americana CNN que “milhões serão mortos” caso a Câmara dos EUA não permita a chegada dos US$ 61 bilhões ao país. Ele também informou, pela primeira vez, o suposto número de militares ucranianos mortos durante a guerra: 31 mil, “não 300 mil. Não 150 mil, seja lá o que  Putin esteja mentindo”, concluiu. Washington, por sua vez, estima que o quantitativo seja de 70 mil mortos.

A ansiada contraofensiva da Ucrânia não rendeu os frutos esperados. As linhas de frente de Moscou não foram ultrapassadas, ao passo que as tropas da Rússia se aprofundam pelo território vizinho. Mais de 6,4 milhões de refugiados ucranianos foram deslocados. A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas confirmou que 592 civis foram mortos ou feridos apenas em dezembro.

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