Por que rei Charles III quebrou um protocolo no discurso de Natal
Monarca faz pronunciamento em antigo hospital em vez de palácio, em homenagem a profissionais de saúde

O rei Charles III agradeceu aos profissionais de saúde que cuidaram dele e de sua nora, a princesa Kate, após seus diagnósticos de câncer e elogiou seus súditos pela união que demonstraram após uma onda de violência anti-imigração no Reino Unido durante sua tradicional mensagem de Natal, divulgada nesta quarta-feira, 25.
De forma incomum, o monarca fez o pronunciamento a partir da capela de um antigo hospital, e não em um palácio real —o cenário tinha como objetivo enfatizar a apreciação a equipe médica.
“Agradeço de coração e de forma especial aos médicos e enfermeiros que, este ano, apoiaram a mim e a outros membros da minha família durante as incertezas e ansiedades dessa doença, e ajudaram a fornecer a força, o cuidado e o conforto de que precisávamos”, disse o rei. As falas destacaram a importância que os britânicos atribuem ao Serviço Nacional de Saúde.
Em fevereiro, o Palácio de Buckingham informou o rei estava com câncer. Um mês depois, Kate Middleton, a esposa do príncipe William, disse que estava passando por quimioterapia preventiva para um câncer. A princesa concluiu o tratamento em setembro.
Sobre a onda de violência contra imigrantes, o rei relembrou os tumultos que ocorreram após o assassinato de três meninas em um evento temático de Taylor Swift no norte da Inglaterra, em julho, e tiveram como alvo principal mesquitas e imigrantes. “Senti um profundo orgulho aqui no Reino Unido quando, em resposta à raiva e à ilegalidade em várias cidades neste verão, as comunidades se uniram não para repetir esses comportamentos, mas para reparar, para reparar não apenas edifícios, mas relacionamentos”, afirmou.
Charles também fez referência às guerras em andamento. “Neste dia de Natal, não podemos deixar de pensar naqueles para quem os efeitos devastadores do conflito no Oriente Médio , na Europa Central, na África e em outros lugares representam uma ameaça diária à vida e aos meios de subsistência de tantas pessoas”, completou.
(Com agências)