Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Promotoria retira acusações após “bispo do luxo” pagar 20 mil euros

Afastado de sua diocese por tempo indeterminado pelo papa Francisco, Franz-Peter Tebartz-van Elst era acusado de perjúrio ao falar sobre viagens à Índia

Por Da Redação
18 nov 2013, 21h23

O “bispo do luxo” Franz-Peter Tebartz-van Elst chegou a um acordo nesta segunda-feira para se safar das acusações de perjúrio que respondia na Justiça alemã. Segundo a rede britânica BBC, Tebartz-van Elst pagou 20.000 euros (cerca de 61.000 reais) para dar o processo por encerrado. As acusações haviam sido formalizadas contra o bispo após as autoridades de Hamburgo, ao norte do país, suspeitarem de que ele estava mentindo sobre viagens de primeira classe feitas para a Índia – ele havia dito para a revista alemã Der Spiegel que tinha ido ao país para visitar habitantes de vilarejos carentes.

Leia também:

Papa Francisco poderá se tornar alvo da máfia italiana, alerta promotor

Uma investigação para apurar se o bispo é culpado de lavar dinheiro ainda está em curso no país. Tebartz-van Elst ficou conhecido mundialmente ao gastar cerca de 31 milhões de euros (mais de 90 milhões de reais) em uma residência oficial em Limburgo, no oeste da Alemanha. A moradia episcopal foi inicialmente orçada em 5,5 milhões de euros (16,4 milhões de reais). Em outubro, o papa Francisco aplicou uma punição exemplar no “bispo do luxo” e o afastou por tempo indeterminado da sua diocese. A decisão, que representa quase uma demissão, foi tomada dois dias após Tebartz-van Elst se encontrar com o papa para discutir o escândalo.

Continua após a publicidade

A revista alemã Der Spiegel revelou que uma série de pedidos especiais do bispo aumentou em muito o custo final das obras. Somente os aposentos pessoais do bispo teriam custado 2,9 milhões de euros (8,6 milhões de reais), com uma sala de refeições de 63 metros quadrados e uma banheira de 15.000 euros (44.000 reais). A reportagem também afirmou que o bispo tentou, durante muito tempo, esconder o custo real dos trabalhos, que não parava de aumentar.

Após a suspensão do bispo, a Igreja Católica Alemã informou que poderá converter a luxuosa mansão em local de acolhimento e alimentação para pobres ou em um centro de refugiados. Segundo a imprensa alemã, a transformação do lugar em um centro de refugiados ou em um ‘sopão’ ajudaria a retomar o espírito de humildade que imperava durante a gestão de Franz Kamphaus, o antecessor imediato de Tebartz-van Elst no bispado de Limburgo, que chegou a se mudar para um seminário após ceder a residência episcopal para uma família de imigrantes da Eritreia.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.