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Polícia francesa liberta reféns e prende sequestrador supostamente ligado à Al-Qaeda

Por Por Dominique Beaujouin - 20 jun 2012, 16h15

Um homem de 26 anos que disse pertencer à rede terrorista Al-Qaeda sequestrou nesta quarta-feira quatro pessoas em um banco de Toulouse, França, cenário, em março, da matança do jihadista francês Mohamed Merah, antes de ser preso.

Os reféns deixaram o banco sem ferimentos. Dois foram libertados no começo da tarde, e os outros dois durante a invasão do banco, em que o sequestrador ficou ferido, informou a polícia.

O homem entrou no banco às 10h locais e fez quatro reféns, entre eles o diretor do estabelecimento. Atirou uma vez, sem ferir ninguém. Antes, havia pedido dinheiro aos funcionários do banco, que não o levaram a sério. Foi então que ele sacou a arma e sequestrou os bancários, segundo uma fonte policial.

De acordo com outra fonte, o sequestrador disse pertencer à Al-Qaeda.

“A única mensagem que queremos transmitir, porque é um elemento importante para o desenlace favorável deste assunto, é a de que o sequestrador, que foi identificado, disse que não agiu por dinheiro, e que sua motivação responde a convicções religiosas”, disse o procurador de Toulouse, Michel Valet.

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A irmã do sequestrador disse que ele “tem raiva e medo do mundo exterior”. Uma fonte ligada ao caso indicou que trata-se de um esquizofrênico, que poderia estar “em ruptura de tratamento”.

A polícia criou um perímetro de segurança ao redor da agência, para afastar os curiosos. Os pais dos alunos de uma escola vizinha ao banco foram chamados para buscar as crianças.

O sequestro aconteceu a 500 metros do prédio em um de cujos andares se entrincheirou o jihadista Mohamed Merah, autor de sete assassinatos, que morreu durante a invasão realizada pela unidade de elite da polícia francesa.

A região de Toulouse foi cenário, em março, dos ataques de Merah, um jihadista que matou três militares e quatro judeus, incluindo três crianças. Ele, que alegava ser membro da Al-Qaeda, morreu em 22 de março, durante uma ação policial.

O caso Merah revelou lacunas na contraespionagem francesa, criticada por não ter vigiado mais de perto um homem que havia viajado ao Paquistão e Afeganistão.

O imã conservador de Toulouse, Abdelfattah Rahhaoui, advertiu em um vídeo os jovens muçulmanos da França que não se deixem levar, como Merah, a ações violentas provocadas por uma leitura equivocada do islã e poucos fanáticos.

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