Passageiro ameaça ‘explodir avião’ e força pouso de emergência nos EUA
Incidente caótico em pleno ar levou a desvio na trajetória de NY a Chicago; Polícia e FBI intervieram e voo chegou ao destino com oito horas de atraso
Um avião da companhia American Airlines, que partiu de Nova York com destino a Chicago no domingo 29, precisou fazer um pouso de emergência depois de um “passageiro problemático” causar um tumulto, chegando a ameaçar “explodir o avião”.
O voo 2819 havia saído do Aeroporto Internacional John F. Kennedy e estava a uma hora de pousar no Aeroporto Internacional O’Hare quando os comissários de bordo perguntaram se havia algum profissional médico a bordo, informou a emissora local NBC Chicago. Em seguida, uma cena caótica se desenrolou.
De acordo com testemunhas, um passageiro começou a gritar (“não, não, não”), porque queria sair do avião e não havia tomado seus remédios. O homem logo tornou-se agressivo, ameaçando, segundo os outros passageiros, explodir a aeronave e matar a todos.
“Ele estava pronto para atacar os comissários de bordo”, relatou Margaret Weinstock à emissora americana CBS News.
Neste momento, os pilotos decidiram desviar o voo para o Aeroporto Metropolitano de Detroit, em Romulus, Michigan, pousando por volta das 11h08 locais (12h08 em Brasília). Após o pouso, equipes médicas e policiais entraram na aeronave e retiraram o passageiro problemático. Também realizaram uma busca “por precaução”.
De acordo com relatos e vídeos que circulam na internet, agentes de segurança fortemente armados ordenaram que todos os passageiros abaixassem a cabeça e levantassem as mãos durante o processo. O FBI também compareceu ao local para “realizar atividades de aplicação da lei”, concluindo, por fim, que não havia ameaça ao público.
Os passageiros foram obrigados a desembarcar em Detroit sob escolta policial e aguardaram no terminal por um novo voo para Chicago. O avião em questão finalmente pousou em seu destino final às 19h (20h em Brasília) — oito horas atrasado.
“Foi um dia terrivelmente longo para todos nós”, disse a passageira Sona Jones à emissora CBS News sobre a situação “assustadora”.





