Clique e assine com até 92% de desconto

Para conter Covid-19, Japão vai aumentar feriados de Natal e Ano Novo

Trabalhadores devem ganhar uma semana extra de recesso após as festividades, para 'espalhar o deslocamento' dos viajantes ao longo de mais dias

Por Da Redação 23 out 2020, 17h57

O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira, 23, que pediu às empresas privadas e órgãos públicos do país para darem mais tempo de folga aos seus funcionários durante os feriados de fim de ano. Com mais de uma semana extra dedicada ao recesso, o governo pretende reduzir a transmissão do novo coronavírus escalonando os deslocamentos.

O projeto foi apresentado por Yasutoshi Nishimura, ministro da Revitalização Econômica e coordenador da equipe de resposta à Covid-19, após uma reunião com um grupo de especialistas da área da saúde que assessora o Executivo durante a pandemia.

No Ano Novo, uma das épocas mais movimentadas no Japão, as estações de trem e aeroportos ficam superlotados com pessoas voltando para casa para ver suas famílias. Japoneses também formam longas filas para o “hatsumode”, a primeira visita do ano a santuários xintoístas, onde fazem preces de boa sorte para o ano que chega. 

A extensão do período de férias de fim de ano tem como objetivo “espalhar o deslocamento” dos viajantes ao longo de mais dias, segundo Nishimura. 

“Queremos pedir às pessoas que façam esforços para evitar aglomerações nos primeiros três dias do Ano Novo e reduzir os riscos de infecção”, disse o ministro da Revitalização Econômica. “Iremos propor isso aos órgãos públicos e já comunicamos a medida às principais organizações de empregadores do país”, completou.

  • Geralmente, as empresas japonesas retomam as operações após os três primeiros dias do ano, mas o governo planeja pedir às empresas que adiem essa retomada para o dia 12 de janeiro.

    O país asiático registra cerca de 500 casos diários do novo coronavírus desde setembro, embora na última semana tenha detectado um aumento no número de infecções.

    Ao todo, o Japão registrou 96.533 casos desde o início da pandemia da Covid-19, incluindo 1.715 mortes provocadas pela doença.

    (Com EFE)

    Continua após a publicidade
    Publicidade