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Papa condena ‘pecado do racismo’ e pede ‘reconciliação’ nos EUA

Francisco se manifestou pela primeira vez sobre a morte de George Floyd e também criticou o uso de violência em alguns dos protestos

Por Da Redação
3 jun 2020, 16h03

O papa Francisco se posicionou nesta quarta-feira, 3, pela primeira vez sobre a onda de protestos contra o racismo nos Estados Unidos, despertada pela morte de George Floyd, um homem negro que teve o pescoço pressionado contra o chão por um policial no estado americano de Minnesota. O pontífice denunciou o “pecado do racismo” e também criticou o uso de violência durante as manifestações nas ruas.

“Não podemos tolerar ou fechar os olhos ao racismo e à exclusão de qualquer forma e, no entanto, pretendemos defender a santidade de toda vida humana”, disse Francisco, que chamou a morte de Floyd por asfixia de “trágica”. O papa ainda afirmou orar por todas as pessoas que morreram como resultado do “pecado do racismo”.

O líder da Igreja Católica ainda pediu aos americanos que implorassem a Deus pela “reconciliação nacional e paz pela qual ansiamos” e condenou os episódios de violência e vandalismo registrados durante algumas das manifestações. “Ao mesmo tempo, temos que reconhecer que a violência das noites recentes é autodestrutiva e se autoderrota. Nada se ganha com a violência e muito se perde”, ressaltou Francisco.

O papa não comentou sobre o fato de o presidente americano Donald Trump ter posado na terça-feira 2 para uma foto ao lado da estátua do papa João Paulo II, no santuário nacional em Washington que leva o nome do pontífice, que morreu em 2005. O republicano foi acusado por membros da comunidade católica de usar a imagem para fins políticos.

O arcebispo de Washington, Wilton Gregory, disse em comunicado que João Paulo II “certamente não toleraria o uso de gás lacrimogêneo e outros impedimentos para silenciá-los [manifestantes], dispersá-los ou intimidá-los por uma oportunidade fotográfica diante de um local de culto e paz”.

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Gregory, que é negro, se referia implicitamente ao incidente no qual a polícia americana dispersou com bombas de gás e cassetetes manifestantes que se aglomeravam em frente à Casa Branca na segunda-feira 1º, para que Trump, pudesse ir até a Igreja Episcopal de São João, que pertence à Igreja Anglicana.

“É desconcertante e repreensível que qualquer instalação católica se permitisse ser tão flagrantemente usada e manipulada”, acrescentou o arcepbispo em crítica aos administradores do Santuário Nacional João Paulo II.

(Com Reuters)

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