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Oposição pede ajuda para combater poder aéreo de Assad

O líder da coalizão opositora assumiu o lugar da Síria na cúpula da Liga Árabe

Por Da Redação 26 mar 2013, 09h29

Um líder da oposição síria – que nesta terça-feira assumiu o lugar da Síria na cúpula da Liga Árabe pela primeira vez – disse que os Estados Unidos deveriam usar mísseis Patriot para proteger áreas controladas por rebeldes do poder aéreo das forças do ditador Bashar Assad. Moaz Alkhatib afirmou ter pedido ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que as forças americanas ajudem a defender regiões do norte do país, já que os insurgentes têm poucas armas para combater os helicópteros e aviões de guerra do governo.

Entenda o caso

  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

Para Alkhatib, os EUA deveriam desempenhar um papel maior para ajudar a acabar com o conflito de dois anos na Síria, culpando o governo de Assad pelo que chamou de “recusa em resolver a crise”. “Pedi a Kerry para estender a proteção dos mísseis Patriot para cobrir o norte da Síria, e ele prometeu estudar o assunto”, afirmou Alkhatib, referindo-se às baterias de mísseis Patriot da Otan, enviados para a Turquia no ano passado para proteger o espaço aéreo turco. “Estamos ainda à espera de uma decisão da Otan para proteger a vida das pessoas. Não para lutar, mas para proteger vidas”, disse.

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O clérigo muçulmano sunita assumiu a cadeira vaga da Síria na cúpula da Liga Árabe, em Doha, apesar de ter anunciado no domingo que deixaria o comando da Coalizão Nacional Síria. O emir do Catar, um forte apoiador da luta para derrubar Assad, pediu a seus companheiros líderes árabes para convidarem a delegação da coalizão para representar formalmente a Síria na cúpula, apesar das divisões internas que assolam a oposição.

A Liga Árabe suspendeu a Síria em novembro de 2011, em protesto contra o uso de violência contra civis para sufocar a dissidência. A ONU diz que cerca de 70.000 pessoas foram mortas em um conflito que começou como protestos pacíficos contra Assad e se transformou em uma insurreição cada vez mais sectária e armada.

(Com agência Reuters)

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