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ONU retira funcionários da Síria após bombardeio

Disparos atingiram área perto de hotel onde funcionários estavam hospedados

Por Da Redação - 25 Mar 2013, 16h42

A Organização das Nações Unidas decidiu retirar parte de sua equipe internacional da Síria depois de vários disparos de morteiro atingirem uma área perto do hotel onde os funcionários estavam hospedados em Damasco.

“A equipe de gerenciamento de segurança das Nações Unidas avaliou a situação e decidiu reduzir temporariamente a presença de funcionários internacionais em Damasco, devido às condições de segurança”, afirmou o porta-voz da ONU Martin Nesirky.

“Essa medida foi tomada somente por razões de segurança. A ONU continua ativa e comprometida em ajudar os lados sírios em sua busca por uma solução política”, completou. “As agências da ONU e seus parceiros continuam comprometidos em fornecer assistência para milhões de pessoas em necessidade na Síria”.

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O gabinete com sede em Damasco do emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, será fechado e passará a funcionar em Beirute, no Líbano, ou no Cairo, Egito. Cerca de metade dos 100 funcionários em Damasco devem ser transferidos. Os funcionários sírios passarão a trabalhar de suas casas.

A retirada ocorre no momento em que aumentam as suspeitas de que armas químicas teriam sido usadas durante ataques na Síria, onde rebeldes tentam derrubar o ditador Bashar Assad.

Neste domingo, Riad Asaad, chefe do Exército Livre Sírio, foi ferido na província de Deir Ezzor. Uma explosão atingiu o carro em que estava e ele sofreu um ferimento no pé, segundo informações do grupo rebelde.

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Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque, que ocorreu quatro dias depois de um vídeo divulgado na internet mostrar al-Asaad defendendo a Frente al-Nusra (considerada pelos EUA como uma organização terrorista ligada a Al Qaeda) e criticar a Coalizão Nacional de opositora, a principal do país. “O governo continua a matar nossos inocentes enquanto a coalizão está em hotéis de luxo, mendigando ao mundo apoio financeiro”, disse.

Na última semana, a coalizão elegeu o empresário Ghassan Hitto como primeiro-ministro interino das áreas controladas pelos rebeldes.

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Renúncia rejeitada – O chefe da coalizão, Moaz Alkhatib, participará de uma regunião da Liga Árabe no Catar, nesta semana, “em nome do povo sírio”. Ele tentou renunciar neste domingo, mas o comitê executivo da Coalizão Nacional rejeitou a decisão e pediu que ele a reconsiderasse. Ao anunciar sua renúncia, ele disse que pretendia trabalhar “com mais liberdade”.

O governo Assad foi suspenso da Liga, que reúne países do Oriente Médio e norte da África. Em troca, o assento da Síria foi destinado à coalizão.

Jordânia – A Jordânia fechou sua principal fronteira com a Síria nesta segunda-feira, dois dias depois de confrontos entre tropas sírias e rebeldes na província de Deraa, no sul da Síria. Esta é a primeira decisão do governo da Jordânia neste sentido desde o início da revolta contra o governo Assad, há dois anos.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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