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ONU diz que, com empenho político e social, é possível erradicar a fome

Segundo relatório das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira, 167 milhões de pessoas deixaram a condição de famintas na última década

Por Da Redação 27 Maio 2015, 18h32

A Organização das Nações Unidas (ONU) acredita que é possível erradicar a fome no mundo. Para isso, ressalta a entidade, deve haver compromisso político e social. Segundo um relatório sobre o estado da insegurança alimentar divulgado nesta quarta-feira por três agências da ONU, embora 795 milhões de pessoas ainda passem fome no mundo, 167 milhões de pessoas deixaram a condição de famintas na última década.

Segundo o documento, divulgado pelas agências Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e Programa Mundial de Alimentos (PMA) nesta quarta-feira, em Roma, o número de pessoas que passam fome nos países em desenvolvimento é de 780 milhões, ou 12,9% da população mundial – nos países desenvolvidos, cerca de 15 milhões de pessoas também passam fome. Em 1990, havia 991 milhões de pessoas nessa condição, o equivalente a 23,3% da população daquele ano.

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Em 2000, a ONU estipulou entre as Metas de Desenvolvimento do Milênio reduzir à metade a proporção de população faminta no mundo em quinze anos. De acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira, 56% dos 129 países em desenvolvimento do mundo alcançaram a meta. “A mensagem principal e mais importante é que 72 países em desenvolvimento já alcançaram esse objetivo. Podemos erradicar a fome”, declarou o diretor-geral FAO, José Graziano da Silva, que destacou a necessidade de desenvolver “políticas ativas”.

Segundo Silva, a vontade política é fundamental para explicar a redução da fome nestes países, embora ele também tenha apontado o compromisso social, já que “é a sociedade que quer erradicar a fome e a que leva isso como a grande prioridade”.

Entre as regiões que mais avançaram está a América do Sul, onde menos de 5% da população passa fome hoje, uma redução de mais de 50% em 25 anos. Ásia Central, Sudeste Asiático e partes do norte da África também mostraram progressos significativos.

O sul da Ásia enfrenta a maior situação de fome no mundo, em número de afetados, com 281 milhões de pessoas sem comida suficiente, de acordo com as agências da ONU. O relatório assinala que a África subsaariana tem a maior prevalência de fome: mais de 23% da população não tem o suficiente para comer.

(Com agências EFE e Reuters)

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