A mais nova arma de Israel para enfrentar o terrorismo parece saída de uma das sequências de ação de Star Wars.
Trata-se do Iron Beam, ou Feixe de Ferro, em tradução livre, um raio laser mortífero e capaz de pulverizar no céu os foguetes que o Hamas e o Hezbollah atiram contra o país.
Segundo o governo de Israel, o feixe consegue destruir drones, morteiros e mísseis antitanque, até aqui a arma mais temida pela população civil israelense e que costuma ser utilizada pelo Hezbollah, do Líbano.
Israel é conhecido pelo uso das mais avançadas tecnologias em armamento do planeta, sendo ainda uma das nações que mais exportam armas e sistemas de defesa.
No caso do Iron Beam, trata-se do primeiro sistema de defesa baseado em raio laser do mundo.
Esse canhão de laser utiliza uma configuração complexa de espelhos para direcionar fótons de luz para um único feixe.
Para evitar que os espelhos derretam, eles foram projetados com refletividade e utilizam sistemas de resfriamento excepcionais.
Um feixe de laser Iron Beam, diz o governo, tem o diâmetro de uma moeda e é incrivelmente preciso, superando os efeitos de distorção do vento e da temperatura atmosférica.
“Pode parecer ficção científica, mas é muito real”, avisou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ao falar do sistema elaborado secretamente.
Ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant confirmou que, devido à guerra contra o Hamas, o cronograma do Iron Beam, que deveria entrar em operação somente em 2025, precisou ser adiantado e deve ser ligado nos próximos meses.
O Iron Beam se soma ao Domo de Ferro, mecanismo de baterias antiaéreas lançado em 2012, que hoje intercepta em pleno ar 90% dos foguetes disparados.
Segundo Uzi Rubin, ex-chefe da Organização de Defesa de Mísseis de Israel, o laser trará forte redução nos custos de proteção.
Isso porque o Iron Beam consegue produzir o feixe consumindo apenas energia e combustível. Assim, cada feixe tem custo médio de apenas 3,50 dólares, um valor irrisório.
Já o Domo de Ferro funciona como uma bateria antiaérea tradicional. Isto é, quando seus radares identificam o lançamento de um foguete, ele dispara um míssil na mesma direção.
Cada um desses mísseis custa a Israel entre 40.000 e 80.000 dólares. Esse custo é repartido entre Tel Aviv e os Estados Unidos, responsáveis por financiar boa parte do programa militar israelense.
O Iron Beam, no entanto, não será capaz de aposentar o Domo de Ferro.
Especialistas calculam que o alcance do Iron Beam, na melhor das hipóteses, será pouco mais de um terço do alcance dos interceptadores do Domo de Ferro, que podem atingir alvos a até 70 quilômetros de distância.
Outro problema é que condições climáticas adversas, como alta umidade e excesso de fumaça, podem afetar o desempenho do laser.
Além disso, estrategistas militares advertem que o Hamas e o Hezbollah poderiam desenvolver foguetes resistentes ao calor provocado pelo laser.