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Mulher diz ter viajado em cabine com copiloto de avião desaparecido

Em entrevista a uma emissora australiana, Jonti Ross disse que ela e uma amiga acompanharam um voo em 2011 dentro da cabine, junto com copiloto da aeronave que desapareceu na Ásia

O copiloto do voo MH370, da Malaysia Airlines, que desapareceu misteriosamente na Ásia na madrugada do último sábado, levou jovens desconhecidas para a cabine de uma aeronave em uma viagem realizada em 2011. Uma das garotas convidadas a acompanhar o voo da cabine do avião disse a um programa de TV da Austrália que Fariq Abdul Hamid e um colega fumaram cigarros e posaram para fotos com ela e uma amiga – algumas das quais foram exibidas no ar.

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“Eles estavam fumando durante o voo, o que não acho que fosse permitido”, disse Jonti Ross ao programa A Current Affair. Ela disse que estava voltando de férias com a amiga em um voo de Phuket, na Tailândia, para Kuala Lumpur, na Malásia. “Eles ficaram conversando durante toda a viagem”, acrescentou Jonti.

Em nota, a Malaysia Airlines informou que “tomou nota das alegações feitas contra o primeiro oficial Fariq Abdul Hamid, que levamos muito a sério”. “Estamos chocados com essas alegacões”, diz o comunicado. “Não fomos capazes ainda de confirmar a validade das fotos e dos vídeos do alegado incidente. Como sabem, estamos no meio de uma crise, e não queremos ter nossa atenção desviada.”

Hamid, de 27 anos, foi contratado pela Malaysia Airlines em 2007, e acumulava 2.763 horas de voo até o último sábado. A história de Jonti vem à tona no momento em que as autoridades da Malásia afirmam que estão investigando possíveis “problemas psicológicos” da tripulação e dos passageiros, em busca de respostas para o sumiço do avião, que levava 239 pessoas a bordo, incluindo doze tripulantes.

A Interpol informou nesta terça-feira que está “inclinada” a descartar a hipótese de um ataque terrorista e citou outras linhas de investigação: sequestro, sabotagem e problemas psicológicos ou pessoais envolvendo passageiros ou tripulantes.

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Piloto – Bem mais experiente que o copiloto, o comandante do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, está na companhia aérea desde 1981 e tem aproximadamente 18.000 horas de voo. Colegas o descrevem como “um nerd viciado em tecnologia de aviação”, que passa os seus fins de semana em um simulador do Boeing 777, o mesmo modelo do avião que está desaparecido. A experiência e seriedade do piloto levaram a Malaysia Airlines a duvidar da possibilidade de falha humana como explicação para o desaparecimento. “Ele sabia tudo sobre o Boeing 777”, disse um colega, ao jornal britânico The Guardian. “Algo de muito significativo teria de ter ocorrido para Zaharie e o avião desaparecerem”

O desaparecimento do Boeing 777

Fonte: agência Reuters