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Morre mais 1 pessoa após confronto com a Polícia na Arábia Saudita

Por Da Redação - 13 jan 2012, 12h48

Cairo, 13 jan (EFE).- Pelo menos um jovem morreu na noite de quinta-feira por disparos das forças de segurança durante distúrbios na localidade de Al Auamiya, na província de maioria xiita de Al Qatif, no leste da Arábia Saudita, informou nesta sexta-feira o Ministério do Interior e um jornal da oposição.

O site do jornal ‘Rasid’, que citou fontes de direitos humanos, afirmou que o jovem Esam Mohammed Abdelá, de 22 anos, faleceu devido aos ferimentos de bala em várias partes do corpo.

Várias testemunhas disseram ao ‘Rasid’, cujo acesso está bloqueado há mais de cinco anos no reino saudita, que agentes de segurança abriram fogo indiscriminadamente depois que o veículo no qual viajavam foi atacado com pedras.

Além disso, outras três pessoas ficaram feridas, entre elas um homem contra o qual os soldados abriram fogo quando cruzava um posto de controle em uma das entradas de Al Auamiya.

As testemunhas apontaram que, após o incidente, a população enfrentou as forças de segurança que fecharam todos os acessos à cidade.

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O jornal destacou que com a nova vítima mortal sobe para cinco o número de mortos por disparos dos corpos de segurança nas últimas semanas na região.

Por sua parte, um porta-voz do Ministério do Interior confirmou hoje à agência de notícias oficial saudita ‘SPA’ que houve um morto e um ferido ontem em Al Auamiya por disparos da Polícia, que respondeu um ataque a uma patrulha com um coquetel molotov que causou o incêndio de um veículo.

O porta-voz apontou que a patrulha realizava uma missão rotineira quando ocorreu o ataque e que o falecido, envolvido no ataque, morreu no hospital.

A fonte oficial advertiu que os agentes da ordem atuarão com dureza contra qualquer atitude que possa pôr em perigo a segurança dos cidadãos ou dos agentes.

Nos últimos meses, Al Qatif foi palco de choques entre manifestantes e a Polícia, segundo grupos opositores.

Há anos, as áreas com maioria xiita, como Al Qatif e a província oriental de Al Ahsa, se queixam da marginalização legal que sofrem, já que os xiitas não podem ingressar no Exército, no Ministério do Interior e no de Exteriores, entre outros. EFE

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