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Militares dizem ter derrubado presidente e tomado poder na Guiné-Bissau

Às vésperas do resultado eleitoral, Forças Armadas assumiram controle do país, fecharam fronteira e suspenderam resultado do pleito

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 nov 2025, 18h11 •
  • Oficiais das Forças Armadas da Guiné-Bissau anunciaram nesta quarta-feira, 26, que derrubaram o presidente Umaro Sissoco Embaló e assumiram o comando do país. O golpe ocorre três dias após uma eleição presidencial acirrada, cujo resultado seria divulgado na quinta-feira, 27. Tanto Embaló quanto o candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, já haviam declarado vitória.

    Em discurso na TV estatal, o porta-voz do alto comando, Denis N’Canha, disse que o presidente foi “destituído imediatamente” e que todas as instituições da República estão suspensas até nova ordem. Fronteiras foram fechadas, o processo eleitoral interrompido e um toque de recolher deve ser imposto, acrescentou ele.

    Segundo os militares, a ação foi motivada pela descoberta de um suposto plano para “desestabilizar o país”, articulado por “cidadãos nacionais e estrangeiros” que teriam tentado manipular os resultados das eleições. O Exército alega que havia uma tentativa em curso de alterar o desfecho do pleito. Pouco depois do pronunciamento, Embaló declarou à emissora France 24: “Fui deposto”.

    Antes do anúncio, houve intensa troca de tiros nas proximidades do palácio presidencial, da comissão eleitoral e do Ministério do Interior. Moradores relataram mais de uma hora de disparos e a ocupação das principais vias por homens uniformizados. Não há, até o momento, registro de vítimas.

    Duas fontes de segurança disseram à agência de notícias Reuters que o presidente deposto está detido no quartel-general do Estado-Maior e “bem tratado”. Também teriam sido levados sob custódia o principal adversário na eleição, Fernando Dias, e o ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, derrotado por Embaló em 2019 e aliado de Dias na disputa deste ano.

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    Histórico de instabilidade

    A pequena nação costeira situada entre o Senegal e a Guiné, com cerca de 2 milhões de habitantes, vive sob tensão constante desde a independência de Portugal, em 1974. O país já enfrentou ao menos nove golpes e tentativas de golpe — quatro deles bem-sucedidos — e é frequentemente citado como rota do tráfico internacional de cocaína.

    Embaló, eleito em 2020, diz ter sobrevivido a três tentativas de golpe, enquanto críticos o acusam de usar episódios de violência para justificar medidas autoritárias. O Parlamento está dissolvido desde dezembro de 2023, após um confronto armado que o governo classificou como tentativa de levante.

    O clima político já era explosivo antes da votação de domingo: a oposição dizia que Embaló havia extrapolado o prazo legal do mandato, e relatórios internacionais apontavam avanço do narcotráfico durante sua gestão, incluindo a apreensão de 2,6 toneladas de cocaína em um avião vindo da Venezuela no ano passado. Portugal, por sua vez, pediu a restauração das instituições e a continuidade da apuração eleitoral. Organismos internacionais ainda não se manifestaram oficialmente.

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