Macau registra salto de mais de 70% no turismo de brasileiros e reconhece ‘potencial de mercado’
Diferentemente da China continental, onde é preciso visto de turismo, brasileiros são isentos do processo para entrar na região

Antiga colônia portuguesa e última colônia europeia na Ásia, a região administrativa especial chinesa de Macau é pouco maior que a ilha de Fernando de Noronha, somando cerca de 30 quilômetros quadrados. Engana-se quem pensa que o pequeno território deixa algo a desejar aos grandes centros turísticos do resto do mundo, mesclando ruínas e templos aos modernos prédios e cassinos.
Em 2024, foram quase 35 milhões de visitantes, superando as metas originais e até as metas revisadas do governo. Os visitantes da China continental, claro, foram a força motriz por trás desse crescimento, respondendo por mais de 70% do total de chegadas. Há, no entanto, um pequeno contingente em curva ascendente: o dos brasileiros.
Segundo dados da Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau enviados a VEJA, houve um salto de 71,7% no número de brasileiros no ano passado, em relação a 2023. A tendência ainda se mantém, com um aumento de 13,8% entre janeiro e fevereiro deste ano, em comparação a 2024.
Os números, quando comparados ao total, claro, são pequenos. Foram 5.625 brasileiros em 2023, ano de reabertura para estrangeiros após a pandemia, enquanto 9.658 viajaram para lá no ano seguinte.
Diferentemente da China continental, onde é preciso visto de turismo, brasileiros são isentos do processo para entrar em Macau, o que favorece ainda mais o turismo — sem falar no uso da língua portuguesa, embora com sotaque mais puxado para o lusitano.
“Reconhecemos o potencial do mercado brasileiro e pretendemos melhorar as nossas campanhas de marketing para mostrar as ofertas culturais únicas de Macau, o seu rico patrimônio e as diversas opções de entretenimento, assegurando que atraímos turistas de todas as origens”, afirmou a DST em nota.