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Lucas Papademos se reúne com líderes políticos no Palácio Presidencial

Por Da Redação 10 nov 2011, 08h13

Atenas, 10 nov (EFE).- O ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos chegou nesta quinta-feira ao Palácio Presidencial em Atenas, onde os líderes políticos negociam a formação de um novo governo de união nacional, informaram as emissoras de televisão gregas.

As redes de televisão ‘Skai’ e ‘Mega’ confirmaram que o automóvel de Papademos entrou no edifício do Palácio Presidencial, algo que é interpretado como um claro sinal de que estaria a ponto de ser nomeado novo primeiro-ministro da Grécia.

‘Papademos se dirigiu ao Palácio Presidencial possivelmente para receber (do chefe de Estado, Karolos Papoulias) a ordem de formar o governo’, apontou a agência oficial grega ‘Ana’.

A emissora de televisão pública ‘NET’ detalhou, segundo informações de jornalistas que se encontram dentro da sede da Presidência, que Papademos entrou na sala onde estão reunidos os líderes de três partidos, entre eles o socialista Giorgos Papandreou e o conservador Antonis Samaras, com o presidente da República.

De acordo com a ‘NET’, antes de Papoulias convocar o ex-vice-presidente do BCE, ele manteve uma conversa telefônica com o ministro das Finanças interino, Evangelos Venizelos.

A reunião dos líderes políticos com o presidente grego começou na manhã desta quinta-feira, no quarto dia de negociações para pactuar um novo governo de união nacional e nomear um primeiro-ministro, após diversos fracassos registrados nos últimos três dias pelas divergências entre socialistas e conservadores.

‘É a terceira vez que viemos aqui, sempre esperamos que seja a última’, disse Samaras ao chegar ao Palácio Presidencial.

Segundo a ‘NET’, nesta quarta-feira cerca de 50 deputados do Pasok assinaram uma carta dirigida ao secretário do grupo parlamentar de seu partido, Vasilios Exarchos, na qual ameaçaram apresentar suas demissões caso não seja nomeado um novo Executivo com uma personalidade influente como primeiro-ministro.

A missão do novo governo de união nacional se centrará em adotar e implementar os acordos com os sócios europeus para que o país possa seguir recebendo ajuda externa a fim de evitar a quebra, e depois organizar eleições antecipadas. EFE

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