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Kamala Harris diz que não tem planos de retornar à política ‘quebrada’ dos EUA

Na primeira entrevista desde que foi derrotada nas eleições, democrata criticou a 'capitulação' de 'guardiões da democracia' diante do governo Trump

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 ago 2025, 14h03 • Atualizado em 1 ago 2025, 14h04
  • Kamala Harris, que concorreu à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, disse nesta quinta-feira, 31, que não tem planos de retornar à política, definindo-a como “quebrada”. Harris substituiu o ex-presidente Joe Biden, que sofria críticas devido à idade avançada, a três meses das eleições americanas no ano passado — assunto que será abordado no seu novo livro, 107 Days (107 dias, em português), que será lançado em setembro. Favorita nas pesquisas, ela foi derrotada por Donald Trump numa reviravolta histórica.

    “Recentemente, tomei a decisão de que, por enquanto, não quero voltar para o sistema. Acho que ele está quebrado”, disse Harris ao apresentador Stephen Colbert no The Late Show, na sua primeira entrevista desde o fracasso eleitoral.

    A declaração ocorreu um dia após Harris anunciar que não concorreria ao governo da Califórnia. Ela foi procuradora pela Califórnia estado entre 2004 e 2011. Desde 2017, ela ocupa o cargo de senadora pelo estado e concorreu à nomeação democrata à Presidência competindo, inclusive, contra Biden. Ela, no entanto, acabou derrotada e acabou se aliando a ele nas eleições de 2020.

    Escolher o talk show de Colbert para falar ao público pela primeira vez é, sobretudo, uma decisão deliberada. O programa mais assistido dos EUA foi cancelado no mês passado pela emissora americana CBS, sob alegações de dificuldades financeiras. Mas a não renovação do The Late Show recebeu uma enxurrada de críticas por ter sido supostamente politicamente motivada.

    Colbert é uma voz crítica ao governo Trump e repreendeu, ao vivo, a CBS e sua controladora, a Paramount Global, por chegarem a um acordo de US$ 16 milhões com Trump. A indenização milionária foi resultado de um processo movido pelo presidente, no qual alegou que uma entrevista “60 Minutes com Harris” no programa, no auge da campanha, foi manipulada em favor da democrata.

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    Críticas à ‘capitulação’

    Harris foi senadora de 2017 a 2021, quando tomou posse como vice-presidente dos Estados Unidos depois da vitória de Biden. Com isso, tornou-se a primeira vice mulher da história do país. No bate-papo com Colbert, ela se descreveu como uma “servidora pública devota”, mas demonstrou ter perdido as esperanças na política americana.

    “Sempre acreditei que, por mais frágil que seja nossa democracia, nossos sistemas seriam fortes o suficiente para defender nossos princípios mais fundamentais. E acho que, neste momento, eles não são tão fortes quanto deveriam ser. E, por enquanto, não quero voltar a esse sistema”, afirmou ela, ao justificar a decisão de não concorrer a nenhum cargo.

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    Em determinado momento da entrevista, Colbert pediu para que Harris falasse “eu avisei”, já que a democrata alertou que Trump ignoraria ordens judiciais e tomaria decisões controversas, como cortes ao programa de saúde social Medicaid. Ela, no entanto, respondeu: “Mas Stephen, o que eu não previ foi a capitulação”.

    “Talvez seja ingênuo da minha parte… Deve haver muitos que se consideram guardiões do nosso sistema e da nossa democracia e que simplesmente capitularam, e eu não esperava por isso”, acrescentou.

     

     

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