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Japão aprova criação de organismo para reconstruir o país

Nova agência deve entrar em operação no dia que marca um ano do terremoto

Por Da Redação 9 dez 2011, 08h14

O Parlamento japonês aprovou nesta sexta-feira uma lei que estabelece a criação de um novo organismo encarregado de coordenar a reconstrução após o terremoto seguido de tsunami que assolou o Nordeste do país em 11 de março. A nova agência para a reconstrução deve entrar em operação no dia que marca um ano da tragédia que deixou quase 20.000 mortos e desaparecidos e causou a crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi.

Entre outros pontos, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, destacou que o novo organismo atenderá as empresas afetadas pela crise nuclear, que provocou perdas milionárias na indústria agrícola, na pecuária e no segmento pesqueiro da província, como relatou a agência local Kyodo.

Cabe ao organismo prestar assistência às mais de 80.000 pessoas que residiam no raio de 20 quilômetros decretado pelo governo como zona de exclusão ao redor da planta e que tiveram de deixar suas casas sem data para retorno. O novo organismo terá poder de decisão maior do que outros ministérios, e será encarregado de receber pedidos e alocar o orçamento para a reconstrução.

Até o momento o Japão aprovou três orçamentos adicionais para reerguer as áreas afetadas pelo terremoto de março no equivalente a 233 bilhões de dólares. Um quarto lote já aprovado pode alcançar 32 bilhões de dólares.

Apoio – A esposa do herdeiro ao trono do Japão, a princesa Masako, expressou nesta sexta-feira, em seu aniversário de 48 anos, sua solidariedade às vítimas da tragédia de 11 de março. Masako, que está em tratamento médico há quase nove anos devido a uma depressão induzida pelo estresse, visitou os locais atingidos pelo desastre com o marido, o príncipe herdeiro Naruhito – sinal de uma recuperação estável.

A princesa afirmou que a catástrofe “foi muito impactante para defini-la com palavras”. Ela disse ainda que se solidariza com os moradores das áreas afetadas e continua acompanhando de perto a trajetória de recuperação.

Masako, conhecida como “a princesa triste”, diminuiu suas aparições públicas e compromissos oficiais desde 2003, quando a Casa Imperial revelou que sofria de estresse, atribuído à rigidez do protocolo e às fortes pressões que enfrentou para ter um filho que perpetue a linha imperial japonesa.

(Com agência EFE)

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