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Ilha formada por erupção vulcânica pode provocar tsunami

Vulcão no oceano Pacífico está ativo desde o dia 20 de novembro e a ilha formada pelo magma solidificado aumenta a cada dia, preocupando cientistas

Por Da Redação - 22 ago 2014, 11h00

Cientistas japoneses alertam que uma remota ilha, formada recentemente por erupção vulcânica, poderia se fragmentar e provocar um tsunami em um arquipélago habitado por 2.000 pessoas, informou nesta sexta-feira a imprensa local. A ilha de Nishinoshima, situada no oceano Pacífico a cerca de mil quilômetros ao sul de Tóquio, teve sua área multiplicada por cinco no final de maio devido à lava solidificada de um vulcão que se encontra em erupção desde o final de novembro passado.

Antes da erupção, essa remota ilha tinha apenas 290 metros quadrados, enquanto sua atual superfície possui 1,4 quilômetros quadrados (um pouco menor que o Parque Ibirapuera, em São Paulo) e continua se expandindo, principalmente por causa do acumulo de lava, segundo as últimas observações efetuadas de helicóptero. A cada dia, o vulcão em questão lança 200.000 metros cúbicos de magma, segundo as estimativas de um grupo de cientistas do Instituto de Investigação de Terremotos de Tóquio.

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De acordo com os cientistas, se esse ritmo se mantiver durante os próximos meses, alguma das novas ramificações da ilha formadas por lava solidificada “poderia afundar e provocar um tsunami”, assinalou o responsável pelo estudo, o professor de geologia vulcânica Fukashi Maeno. O eventual tsunami poderia alcançar a ilha de Chichijima, habitada por mais de 2.000 pessoas, situada a cerca de 130 quilômetros ao leste de Nishinoshima, segundo uma simulação informática realizada pelos pesquisadores.

Diante deste risco evidente, Maeno destacou a necessidade de instalar barreiras anti-tsunami em torno da ilha, além de “acompanhamento contínuo da evolução do atual quadro”. A erupção do vulcão, iniciada no dia 20 de novembro do ano passado, foi a primeira registrada no Japão em quatro décadas.

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Chuvas – O número de mortos causados pelas fortes chuvas que atingiram na quarta-feira o oeste do Japão podem chegar a cem devido a pouca probabilidade de se encontrar com vida os 47 desaparecidos na tragédia, que já deixou pelo menos 40 vítimas fatais. As autoridades japonesas não descartam que o número de mortes aumente nas próximas horas, três dias após as fortes chuvas. Bombeiros e a polícia seguem procurando os desaparecidos e auxiliando as pessoas evacuadas.

Durante a madrugada de quarta-feira, na cidade de Hiroshima, choveu em três horas 200 milímetros de água, o equivalente a média de todo o mês de agosto na região. As inundações e principalmente os deslizamentos de terra destruíram casas e fecharam estradas da cidade. As autoridades foram acusadas de não terem emitido um alerta de evacuação após os primeiros registros de acidentes e o aviso dos bombeiros. Neste momento, 2.800 bombeiros, policiais e soldados participam da operação de resgate, focada sobretudo na busca de pessoas arrastadas pela água de rios e canais e deslocamentos de terra ou lama.

Os trabalhos estão sendo dificuldade e foi interrompido por várias vezes em função das chuvas que ainda atingem a região montanhosa. O Instituto Geográfico do Japão analisou fotos aéreas da zona e detectou mais de 50 deslizamentos de terra em Hiroshima e seus arredores. A situação pode piorar no fim de semana já que a Agência Meteorológica do Japão prevê fortes chuvas com perigo de inundações na região e outras partes do país entre hoje e amanhã.

(Com agência EFE)

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