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Governo Trump reacende polêmica ao voltar a prender famílias de imigrantes

Dois centros de detenção no Texas, no sul dos EUA, passarão a receber pais e filhos em situação irregular

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2025, 08h19

Como parte da agenda de repressão à imigração ilegal, o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, voltou a orientar que famílias inteiras sejam presas caso estejam em situação irregular. Duas unidades de detenção no Texas serão reservados para essa medida, que havia caído em desuso durante a administração anterior, de Joe Biden, devido à controvérsia e ao risco para crianças pequenas.

Reportagem do jornal americano The New York Times informou no domingo 16 que famílias começaram a chegar nos últimos dias a uma dessas unidades de detenção em Karnes, no sul do Texas, enquanto a segunda, em Dilley, está sendo preparada. Cada uma delas foi configurada para abrigar milhares de pessoas. Em um local, segundo advogados de imigração consultados pelo NYT, várias famílias estão sendo detidas em quartos com quatro a oito beliches e banheiros compartilhados.

Os dois centros de detenção no Texas são administrados por empresas privadas contratadas pela Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). O de Dilley é operado pela CoreCivic, e pode acomodar até 2.400 pessoas. O de Karnes, uma instalação de 1.328 leitos, é administrado pelo GEO Group.

O Centro de Educação e Serviços Jurídicos para Refugiados e Imigrantes (Raices, na sigla em inglês), com sede no Texas, informou que já há mais de doze famílias em Karnes, incluindo tanto imigrantes que cruzaram a fronteira recentemente quanto quem foi pego em operações de fiscalização em cidades americanas. Os imigrantes estavam nos Estados Unidos entre três semanas e 10 anos e vinham de diversos países, incluindo Angola, Brasil, Colômbia, Irã, Romênia e Rússia, de acordo com a organização.

Controvérsia

A prisão de famílias já foi difundida durante o primeiro governo Trump e também durante o mandato do democrata Barack Obama. Durante a detenção, as crianças recebiam cuidados médicos e educação, porém de forma limitada. Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna, disse que os mesmos serviços estariam disponíveis nas instalações reabertas.

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A maioria das famílias detidas anteriormente são centro-americanas que recém-cruzaram a fronteira EUA-México. Muitas devem ser deportadas rapidamente, a menos que mostrassem provas de riscos que impedisse um retorno ao seu país em um pedido de asilo. Agora, com a fronteira tranquila e as tentativas de travessias baixas, a fiscalização da imigração redobrou o foco no solo americano para realizar deportações em massa, a promessa do governo Trump.

Famílias que entram ilegalmente nos Estados Unidos com crianças pequenas apresentam desafios espinhosos, no campo da Justiça e da política, para a Casa Branca. Menores têm proteções especiais garantidas e, durante o primeiro governo Trump, a rejeição à prisão de famílias e à separação de pais e filhos em centros de detenção foram tão grandes que a Casa Branca finalmente interrompeu a prática.

Agora, Trump 2.0 e seus assessores deixaram claro que planejam fazer das famílias em situação irregular um alvo, dizendo que retomar as detenções será um meio de desencorajar outros imigrantes de entrarem nos Estados Unidos. O “czar da fronteira”, Thomas Homan, indicou que o governo está disposto a ir à Justiça para contestar os limites de tempo que as crianças podem ser detidas.

Organizações de direitos humanos veem a prisão de famílias como desumana e ineficaz. Advogados denunciam violações do devido processo legal, assistência médica insuficiente e alegações de abuso sexual nas instalações da ICE, a temida polícia da imigração. Além disso, algumas famílias foram mantidas por meses durante o primeiro governo Trump.

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