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Governo polonês é acusado de instigar suicídio de filho de deputada

Filho de política da oposição foi vítima de abuso sexual em 2020, e caso foi exposto por rádio estatal ligada ao partido governista

Por Da Redação
7 mar 2023, 17h02 •
  • O partido governista da Polônia, Lei e Justiça (PiS), de perfil nacional-conservador, recebeu duras críticas pela morte do filho de uma das principais deputadas da oposição do país. O menino de 15 anos se suicidou após uma estação de rádio estatal identificá-lo como vítima de pedofilia e divulgar seu nome. O funeral ocorreu nesta terça-feira, 7. 

    Durante o enterro, o Sejm, parlamento polonês, pediu por um minuto de silêncio pela morte de Mikolaj Filiks. A deputada do principal partido de oposição do país, Plataforma Cívica, e mãe do adolescente, Magdalena Filiks, comunicou seu falecimento na semana passada.

    Filiks tirou a vida semanas depois que uma reportagem da Radio Szczecin, parte da emissora estatal Polskie Radio, revelou detalhes sobre as vítimas sobre um pedófilo condenado, o que permitiu que o adolescente fosse facilmente identificado. 

    Na reportagem publicada em dezembro, a rádio divulgou a idade de todos os menores abusados e afirmou ainda que um deles era filho de uma parlamentar local. Além disso, a reportagem informou que o condenado, cujo julgamento foi realizado em 2021, era um ex-membro da Plataforma Cívica, candidato eleitoral e ativista LGBTQIA+. 

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    A história foi amplamente divulgada por outros meios de comunicação estatais e causou um alvoroço na Polônia. Membros da oposição alegaram que o PiS orquestrou a reportagem para ganhos políticos e, portanto, é parcialmente responsável pela morte do menino.

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    A legenda governista, que enfrenta uma eleição apertada no final deste ano, controla grande parte da mídia da Polônia e sempre faz campanhas contra os direitos LGBTQIA+. Apoiadores do PiS afirmam que a condenação foi encobertada pela Plataforma Cívica. 

    O líder do partido de oposição polonês, ex-primeiro-ministro da Polônia presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, prometeu no Twitter que iria “responsabilizar o PiS por cada vilania, por todos os danos humanos e tragédias que causaram enquanto estavam no poder”.

    Já o deputado do Parlamento Europeu, legislativo da União Europeia, Radosław Sikorski, comentou que o caso mostra a extensão da cooperação entre os promotores de Justiça e a mídia, controlada pelo PiS. Para ele, estas operações foram “planejadas” e são “rotineiramente usadas para destruir concorrentes políticos”.

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    “Não há palavras hoje que possam trazer consolo”, disse Szymon Hołownia, o líder de outra legenda de oposição, Polônia 2050. “No entanto, chegará – que ninguém duvide – um tempo de ajuste de contas para aqueles cujas palavras trazem a morte”, acrescentou. 

    Em resposta às críticas, o jornalista que fez a reportagem, Tomasz Duklanowski, afirmou que transmitiu a história para mostrar que “não foi apenas a Igreja Católica” que encobria o abuso infantil.

    Alguns apoiadores do governo acusaram a oposição de encenar toda a tragédia. O ministro da Educação, Przemysław Czarnek, comentou para a televisão estatal TVP que seria “prejudicial para a sociedade” se o caso não tivesse sido noticiado anteriormente.

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    “As mesmas pessoas que gritam tão alto sobre a luta contra a pedofilia estão escondendo pedófilos em suas fileiras”, concluiu Czarnek.

    Os promotores investigam a morte do adolescente enquanto o Conselho Nacional de Radiodifusão abriu um inquérito para determinar se a emissora transmitiu conteúdo “permitindo a identificação de crianças vítimas, que ameaçaram gravemente seu bem-estar”.

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    Desde a sua vitória em 2015, o PiS tenta assumir o controle direto e total da mídia estatal da Polônia. De acordo com vários relatórios nacionais e internacionais, a TV e as rádios estatais polonesas são porta-vozes da propaganda do governo.

    O governo, que está envolvido em uma longa disputa com a União Europeia sobre questões de estado de direito, incluindo a liberdade de imprensa, afirmou que sua política é uma resposta proporcional ao que afirma ser um ambiente de mídia distorcido que favorece a oposição progressista.

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