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FMI teme que crise global se prolongue

Por Da Redação 15 dez 2008, 15h21

Com agência Reuters

O presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta segunda-feira que a economia global pode cair em uma crise prolongada se os governos não implementarem os pacotes de estímulo prometidos. Além disso, ele alertou para a possibilidade de tensões sociais, como a que ocorreu na Grécia, espalhem-se para outros países.

“Muito ainda precisa ser feito e, se esse trabalho não funcionar, será difícil evitar uma longa crise”, afirmou Strauss-Kahn durante uma conferência em Madri, na Espanha. O presidente do FMI pediu que os governos globais gastem 2% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de 1,2 trilhão de dólares, para reduzir os riscos de uma recessão global.

Segundo Strauss-Kahn, o crescimento está desacelerando na China, o que muda as perspectivas dos mercados emergentes que achavam que poderiam passar ilesos pela crise. Nesse cenário, ele pede urgência na implantação dos pacotes e na reorganização do sistema econômico de uma forma que beneficie todas as classes, evitando protestos violentos pelo mundo.

Em novembro, o FMI previu que os países ricos sofreriam queda de 0,3% em seu PIB em 2009, a primeira contração simultânea de todas as economias desenvolvidas desde 1945. Já o mundial cresceria em apenas 2,2%. Essa taxa, porém, deve ser revista para baixo. “2009 será um ano muito difícil e os dados que iremos divulgar em janeiro serão provavelmente piores que os atuais”, alertou o presidente da instituição.

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