Filhos de Maradona pedem para transferir mausoléu para área turística
Documento assinado pelos herdeiros pede que corpo seja transferido para local em que fãs possam prestar homenagens
Os filhos do ídolo do futebol argentino Diego Maradona pediram à Justiça da Argentina autorização para transferir seu corpo do cemitério privado da família em Bella Vista, onde estão os seus restos mortais, para um mausoléu na capital. O atleta, que morreu em novembro de 2020 aos 60 anos, foi velado na Casa Rosada, sede do governo, em um velório que levou quase 1 milhão de pessoas para a rua.
O pedido da exumação dos restos mortais ainda está sob análise para garantir a sua transferência em condições suficientes se segurança e confidencialidade. De acordo com o pedido, o cemitério fica localizado no bairro de Puerto Madero, próximo do centro de Buenos Aires. A decisão da família foi feita “para que todo o povo argentino e cidadãos do mundo possam prestar homenagem àquele que foi o maior ídolo da Argentina”.
“Um lugar de descanso eterno onde pode ser visitado e receber o reconhecimento e o amor de milhões de pessoas que o expressam diariamente através de diversos meios de comunicação”, explicaram os filhos em carta publicada no Instagram.
O documento foi assinado pelas suas filhas Dalma, Gianinna e Jana, além de sua ex-companheira Verónica Ojeda, mãe do seu filho mais novo, Diego Junior. Maradona também reconheceu outros quatro filhos de casos extraconjugais.
“Feitas as investigações sobre os restos mortais de Diego Maradona, todos os herdeiros solicitam de comum acordo que a transferência seja autorizada”, diz um documento assinado pela família.
O novo destino proposto por seus filhos é chamado de Memorial del Diez, considerado também por eles “mais seguro”.
Segundo fontes consultadas pela agência Noticias Argentinas, a defesa deve se opor ao pedido por ainda faltar alguns exames pendentes para fazer no corpo em meio à briga entre a família e os profissionais da saúde que cuidaram do ex-jogador. O ídolo argentino morreu enquanto se recuperava de uma cirurgia por conta de um hematoma na cabeça sofrido em um acidente doméstico e os oito profissionais, incluindo o cirurgião, serão julgados por “homicídio com dolo eventual” em um processo que deve começar em 4 de junho.