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Farei algo e saberão meu nome, disse copiloto segundo ex-namorada

Em entrevista ao jornal alemão 'Bild', comissária de bordo identificada como Maria W. afirma que teve um relacionamento em 2014 com Andreas Lubitz

Por Da Redação 28 mar 2015, 10h49

O copiloto da Germanwings Andreas Lubitz, que deliberadamente derrubou um avião com 150 pessoas a abordo nos Alpes franceses de acordo com as investigações, disse à uma ex-namorada que estava sob tratamento psiquiátrico e que planejava um gesto de que todos se lembrariam, informa o jornal alemão Bild neste sábado.

Em entrevista ao jornal, a comissária de bordo de 26 anos identificada apenas como Maria W. afirma que teve um relacionamento em 2014 com Lubitz. “Quando eu ouvi sobre o acidente, me lembrei de uma frase, de novo e de novo, que ele disse: ‘Um dia eu vou fazer algo que vai mudar o sistema, e então todo mundo vai saber meu nome e lembrar-se dele’.

“Eu não sabia o que ele queria dizer com isso na época, mas agora é óbvio. Ele nunca falou muito sobre sua doença, só que estava sob tratamento psiquiátrico”, disse a mulher ao Bild.

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Autoridades alemãs disseram na sexta-feira ter encontrado atestados médicos rasgados mostrando que o copiloto sofria de uma doença que deveria ter impedido seu embarque no dia da tragédia. A Germanwings, companhia aérea da Lufthansa, disse que ele não havia submetido nenhum atestado à época.

Maria W. afirmou ainda ao jornal: “Nós sempre conversamos muito sobre o trabalho e, em seguida, ele se tornou uma pessoa diferente. Ele tornou-se preocupado com as condições sob as quais trabalhávamos: muito pouco dinheiro, medo de perder o contrato, muita pressão”.

(Com agência Reuters)

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