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Em reunião do G20, Espanha obtém apoio por desapropriação da YPF

Por Da Redação
20 abr 2012, 01h00

Puerto Vallarta (México), 19 abr (EFE).- A Espanha obteve nesta quinta-feira o importante respaldo de várias nações frente à Argentina pela desapropriação da YPF, durante a reunião ministerial de Comércio do Grupo dos Vinte (G20), que se desenvolve na cidade mexicana de Puerto Vallarta.

Participantes da reunião disseram à Agência Efe que o assunto foi discutido durante a sessão vespertina das negociações, que começaram nesta quinta e continuarão nesta sexta-feira com a presença de representantes de 30 países.

Durante a manhã, o secretário de Comércio da Espanha, Jaime García-Legaz, anunciara que o tema seria levado à reunião porque a decisão argentina é ‘frontalmente contrária’ aos princípios do G20.

‘O G20 é um fórum que promove o livre comércio e a economia de mercado, e esta decisão é uma decisão protecionista que rompe a segurança jurídica, que rompe as regras do livre mercado e, portanto, os mesmos pilares do G20’, avaliou.

Embora o assunto não tenha sido abordado na primeira sessão, segundo assinalou o ministro do Comércio da Austrália, Craig Emerson, a desapropriação da YPF ocupou metade das deliberações na parte da tarde.

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As mesmas fontes consultadas pela Efe destacaram que pelo menos os representantes de União Europeia (UE), Estados Unidos, Alemanha, Itália, Reino Unido, Peru e Chile criticaram a decisão da Argentina, um dos membros do G20.

O representante europeu, Angelos Pangratis, qualificou o assunto de ‘muito grave’ e disse que se soma a outros conflitos anteriores gerados pela Argentina e levados à Organização Mundial do Comércio (OMC).

García-Legaz, cujo país é convidado permanente do G20, disse que a decisão argentina viola acordos existentes entre Espanha e Argentina e rompe as regras estabelecidas.

A secretária de Comércio Exterior da Argentina, Beatriz Paglieri, teve de se manifestar duas vezes durante essa sessão para pedir respeito à soberania argentina e dizer que os presentes não haviam lido o projeto de lei que prevê a desapropriação da maioria do capital da petrolífera YPF, da qual a firma espanhola Repsol é acionista majoritária.

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Paglieri também assinalou que se trata de uma questão bilateral que não deveria estar presente nessa reunião.

As fontes disseram que a UE está preparando um documento que recolha as posturas europeias apresentadas na reunião desta quinta-feira.

O encontro procura preparar os temas da agenda da cúpula do G20 que se desenvolverá no estado mexicano de Baixa Califórnia do Sul em junho. EFE

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