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Drones iranianos atingem embaixada dos EUA em Riad e conflito regional escala

Irã continua a atacar bases americanas e Hezbollah dispara contra Israel, que realiza incursão terrestre na região fronteiriça do sul libanês

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 08h51 • Atualizado em 3 mar 2026, 09h31
  • Drones iranianos atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Riad na madrugada desta terça-feira, 3, quarto dia da guerra no Oriente Médio desencadeada por ataques conjuntos israelo-americanos contra o Irã. Em paralelo, o início de uma operação terrestre das forças de Israel no sul do Líbano, onde opera a milícia Hezbollah, apoiada por Teerã, evidencia uma escalada das tensões para um conflito cada vez mais regional.

    O ataque à embaixada americana na capital da Arábia Saudita causou um pequeno incêndio, o que provocou o fechamento temporário da representação diplomática. O incidente ocorreu após uma incursão anterior com drones iranianos à embaixada americana no Kuwait, enquanto o Irã continuava a mirar bases, instalações e militares dos Estados Unidos nos estados árabes do Golfo, aliados de Washington.

    “A embaixada americana em Riade foi atacada por dois drones, o que provocou um incêndio limitado e danos materiais menores no edifício”, indicou um porta-voz do ministério da Defesa saudita. “A missão dos Estados Unidos na Arábia Saudita permanecerá fechada na terça-feira. Todas as entrevistas de serviços a cidadãos americanos, tanto de rotina como de emergência, estão canceladas”, acrescentou.

    Diversas testemunhas relataram à AFP que viram fumaça sobre o edifício. Posteriormente, novas explosões foram ouvidas no centro da capital saudita, e um morador contou à agência de notícias que ouviu “uma detonação” e sentiu sua casa “tremer”.

    Uma fonte próxima ao Exército saudita disse à AFP, sob condição de anonimato, que a defesa aérea do reino sunita interceptou quatro drones que tinham como alvo o bairro diplomático de Riade. Mais tarde, o Ministério da Defesa saudita afirmou que havia interceptado oito drones perto da capital e da cidade de Al-Kharj.

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    Posteriormente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou ter ordenado a saída de funcionários diplomáticos não essenciais e suas famílias de seis países do Oriente Médio: Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

    Guerra ampla

    O que começou como uma guerra entre o Irã, de um lado, e os Estados Unidos e Israel, do outro, transformou-se em um conflito regional com uma velocidade vertiginosa, com novas frentes sendo abertas a cada dia.

    O grupo pró-Irã Hezbollah continuou a atacar Israel nesta terça, afirmando ter lançado duas salvas de mísseis durante a noite contra bases militares no norte do país vizinho. Em resposta, as forças israelenses continuaram realizando ataques e emitindo ordens para que libaneses esvaziem vilarejos, gerando um êxodo entre as populações ao sul do rio Litani e transformando os subúrbios do sul de Beirute em cidades fantasma.

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    Nesta manhã, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter instruído os soldados israelenses a “manterem posição e avançarem” em áreas do sul do Líbano para impedir novos ataques do Hezbollah. Foi o primeiro reconhecimento de que a campanha contra a milícia xiita não seria apenas aérea, mas envolveria operações terrestres.

    Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel continuaram seus ataques contra o Irã. As Forças Armadas americanas alegaram terem destruído instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país.

    Sem arrefecimento

    A guerra aérea começou no sábado 28 com ataques contra Teerã, que resultaram na morte do líder supremo, Ali Khamenei, e provocaram retaliação iraniana contra Israel e ataques com mísseis contra nações árabes que abrigam bases militares americanas. Os combates se expandiram rapidamente, abrangendo pelo menos nove países e diversos grupos extremistas pró-Irã.

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    Em entrevista à emissora conservadora Fox News nesta terça, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã poderia levar “algum tempo”, mas ecoou autoridades americanas ao martelar que não se trata de “uma guerra sem fim”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que emitiu uma série de declarações contraditórias sobre a duração do conflito, também disse na segunda-feira que ela poderia durar “muito mais tempo” do que o planejado (um mês).

    Autoridades americanas, incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, também flertaram publicamente com a ideia de enviar soldados americanos ao território iraniano — algo que analistas consideram absurdo, dado o obstáculo da vasta geografia montanhosa do país.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou ainda que “os golpes mais duros ainda estão por vir”, enquanto autoridades do governo Trump disseram que o plano para a campanha contra o Irã havia, até então, transcorrido melhor do que o esperado.

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