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Diretor da AIEA se queixa de falta de diálogo com Irã

Governos ocidentais podem interpretar declaração de Yukiya Amano como mais um argumento para endurecer as sanções contra Teerã

Por Da Redação 10 set 2012, 10h28

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, classificou nesta segunda-feira como “frustrante” a falta de avanços no diálogo com o Irã, país acusado pela comunidade internacional de tentar produzir armamentos nucleares, e reiterou o pedido de acesso a suas instalações militares de forma urgente.

“Apesar de intensificar o diálogo entre a agência e o Irã desde janeiro de 2012, não alcançamos nenhum resultado concreto até o momento”, declarou Amano em Viena. “Isto é frustrante, porque sem uma plena cooperação do Irã não seremos capazes de resolver as questões pendentes “, acrescentou.

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Histórico – Antes do discurso do diretor-geral da AIEA, o embaixador do Irã no organismo, Ali-Asghar Soltanieh, disse a jornalistas que seu país irá continuar cooperando com a agência, mas que sua segurança nacional precisa ser levada em conta.

Embaixador do Irã na AIEA, Ali-Asghar Soltanieh, representa o país na reunião
Embaixador do Irã na AIEA, Ali-Asghar Soltanieh, representa o país na reunião VEJA

Por duas ocasiões neste ano, em junho e no mês passado, a AIEA tentou negociar com o país a entrada de agentes da organização em território iraniano com o objetivo de investigar suas instalações, tentativas que não foram bem sucedidas.

As potências ocidentais, em particular os Estados Unidos, e Israel acusam Teerã de tentar desenvolver uma arma atômica, acusação negada pelas autoridades iranianas, que garantem que seu programa nuclear é meramente civil.

Israel – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país e os Estados Unidos estão discutindo o estabelecimento de um “limite” ao programa nuclear iraniano. Autoridades israelenses defendem uma ação militar contra instalações nucleares iranianas, embora Washington seja a favor de um maior espaço para uma solução diplomática. Os Estados Unidos e seus aliados devem aproveitar a reunião do conselho da AIEA, que vai durar uma semana, para adotar uma resolução que recrimine o Irã por obstruir a investigação das suas atividades nucleares.

(Com agências EFE e Reuters)

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