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Democracia ou rebelião: os protestos em meio à grave crise em Israel

Reações ocorreram após aprovação pelo Parlamento, em Jerusalém, da primeira de uma série de leis para limitar os poderes da Suprema Corte

Por Amanda Péchy
Atualizado em 28 jul 2023, 11h09 - Publicado em 28 jul 2023, 06h00

Raro bastião democrático no Oriente Médio, Israel vive uma das mais graves crises domésticas de sua jovem história, de 75 anos. Na segunda-feira 24, o Knesset, o Parlamento, em Jerusalém, aprovou a primeira de uma série de leis para limitar os poderes da Suprema Corte, um dos poucos sistemas de freios e contrapesos na nação. Há pelo menos trinta semanas as ruas andam agitadas com a medida impulsionada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e sua coalizão de extrema direita. Ao menos 20 000 pessoas se manifestavam com cantos de “democracia ou rebelião”. Depois da aprovação por 64 a 0, em que todos os membros da oposição abandonaram o plenário, do lado de fora a população foi recebida com canhões de água. Em apoio aos protestos, os médicos interromperam os atendimentos não emergenciais e os reservistas ameaçam faltar ao treinamento obrigatório, anátema em um país à franja de guerras. Os sindicatos consideram uma greve geral. Com a lei, o governo conservador atrai a preocupação de um aliado de sempre, alheio às cores ideológicas, os Estados Unidos. A chancelaria de Joe Biden emitiu um comunicado chamando a iniciativa de “lamentável”. Netanyahu, que foi ao Knesset direto do hospital, onde colocara um marca-passo, tem um argumento torto: o Judiciário teria concedido autoridade demais a si mesmo. Não é verdade, e cabe lembrar uma regra infalível: do bom funcionamento dos poderes é que brotam a estabilidade política e a econômica, como sempre aconteceu em Israel.

Publicado em VEJA de 2 de agosto de 2023, edição nº 2852


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