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Cúpula de comércio não chega a consenso por divisão entre EUA e China

A estrutura multilateral de comércio Ásia-Pacífico está desmoronando com a pressão de chineses e americanos, que dividem as lealdades na região

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 nov 2018, 11h28 • Atualizado em 18 nov 2018, 16h07
  • Líderes de países da região Ásia-Pacífico não conseguiram chegar a um acordo pela primeira vez em sua história no encontro deste ano, em Papua Nova Guiné, finalizado neste domingo. O grupo de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) foi criada em 1989 e reúne 21 países. A falta de consenso foi provocada pelas divergências entre os Estados Unidos e a China sobre comércio e investimentos.

    A competição entre norte-americanos e chineses pelo Pacífico ficou clara com a posição de Washington e seus aliados ocidentais, que adotaram uma resposta coordenada ao programa chinês ‘Belt and Road’.

    O ‘Belt and Road’ pretende expandir as ligações terrestres e marítimas entre a Ásia, a África e a Europa, com bilhões de dólares de investimentos em infraestrutura bancados pela China. O programa foi apresentado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que se encontrou na sexta-feira com os líderes das ilhas do Pacífico para apresentar o plano.

    Os Estados Unidos e seus aliados (Japão, Austrália e Nova Zelândia) reagiram neste domingo com um plano de 1,7 bilhão de dólares para entregar eletricidade confiável e internet para a Papua Nova Guiné.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, não compareceu à reunião da Apec, e foi representado pelo vice-presidente Mike Pence.

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    “Você conhece os dois grandes gigantes da sala”, disse o primeiro-ministro Peter O’Neill, de Papua Nova Guiné, em entrevista coletiva, quando perguntado sobre qual dos 21 membros do grupo de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) poderia não chegar a um acordo.

    A estrutura multilateral de comércio da Apec está desmoronando à medida que o posicionamento chinês no Pacífico e as tarifas dos EUA pressionam as relações na região e dividem as lealdades. (Com Reuters)

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