‘É a próxima’: depois de Venezuela e Irã, Trump ameaça outro país
Presidente americano citou nação rival ao exaltar o poderio bélico dos Estados Unidos
Segue a pressão do presidente Donald Trump nas Américas. Na última sexta-feira, 27, durante um fórum de investimentos em Miami, nos Estados Unidos, ele voltou a mencionar Cuba ao elogiar ações militares recentes conduzidas por seu governo na Venezuela e no Irã, de acordo com informações da agência Reuters.
Sem receber mais os carregamentos de petróleo que importava da Venezuela — interrompidos após medidas do governo americano —, a ilha atravessa um de seus momentos mais vulneráveis. Nos últimos meses, o país enfrentou uma série de apagões, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica e afetando serviços essenciais, como hospitais e escolas.
“Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Você nunca terá que usá-lo’. Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”, afirmou Trump durante o evento. Sem detalhar o que pretende fazer, a declaração reforça a escalada retórica do presidente. Após enfraquecer o eixo Caracas-Teerã, Trump sinaliza que pode voltar sua atenção para o último bastião do socialismo caribenho.
O cenário no Irã, citado pelo próprio presidente, segue marcado por uma dinâmica de conflito indireto e prolongado, com episódios recorrentes de tensão e sem perspectiva clara de desfecho no curto prazo — um padrão que reforça a leitura de uma estratégia de pressão contínua, e não de resolução imediata.
Nos bastidores, o governo americano combina pressão econômica e movimentos diplomáticos na tentativa de forçar concessões de Miguel Díaz-Canel. O presidente cubano, por sua vez, rejeita negociar sob coerção, ao mesmo tempo em que busca alternativas para evitar uma possível invasão do exército americano.





