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Coreia do Sul ordena inspeção de aviões Boeing após catástrofe aérea matar 179

Aeronave com 181 passageiros chegou a emitir pedido de socorro, mas aterrissou sem o trem de pouso, colidiu com uma cerca e explodiu

Por Redação 30 dez 2024, 08h40 • Atualizado em 30 dez 2024, 08h42
  • As autoridades da Coreia do Sul ordenaram, nesta segunda-feira, 30, uma inspeção emergencial de segurança de todos os aviões Boeing operados por companhias aéreas nacionais após a pior catástrofe aérea já registrada no país matar 179 pessoas na véspera.

    A aeronave da companhia de baixo custo Jeju Air transportava 181 pessoas da Tailândia para a Coreia do Sul quando emitiu um pedido de socorro e pousou sem o trem de pouso, deslizando pela pista do Aeroporto Internacional de Muan antes de colidir contra um muro e explodir em chamas. Todas as pessoas a bordo do Boeing 737-800 morreram, com exceção de dois comissários de bordo que foram resgatadas com vida dos destroços.

    O presidente da Coreia do Sul, Choi Sang-mok – nomeado ao cargo na última sexta-feira, 27, depois que o presidente interino anterior, o primeiro-ministro Han Duck-soo, sofreu impeachment em meio a uma crise política em andamento no país –, afirmou nesta segunda-feira que a principal prioridade é identificar as vítimas, apoiar suas famílias e tratar os dois sobreviventes. Ele também solicitou que as autoridades divulguem de forma transparente o processo de investigação do acidente. Depois, haverá uma inspeção “minuciosa” dos aviões Boeing no país e de todo o sistema de operações aéreas.

    “Assim que a investigação do acidente for realizada, solicitamos que o Ministério dos Transportes conduza uma inspeção de segurança de emergência de todo o sistema operacional da aeronave para evitar a recorrência de acidentes aéreos”, disse ele.

    Como primeiro passo, a pasta já anunciou planos para conduzir uma inspeção especial de todas as 101 aeronaves Boeing 737-800 operadas por companhias aéreas sul-coreanas a partir desta segunda-feira, com foco no registro de manutenção das principais peças.

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    O acidente

    Um Boeing 737-800 da Jeju Air que transportava 175 passageiros e seis comissários de bordo falhou durante a aterrissagem no Aeroporto Internacional de Muan, na Coreia do Sul, por volta das 21h (no horário de Brasília) do sábado 28, e bateu contra a cerca de segurança do local. O avião havia saído de Bangkok, na Tailândia, com destino a Muan, e, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o trem de pouso teria falhado após se chocar contra pássaros, impedindo que a aeronave parasse corretamente. Após a colisão com a cerca de segurança, a aeronave pegou fogo.

    Este é o acidente aéreo mais mortal em solo sul-coreano e o mais grave envolvendo uma companhia aérea do país em quase três décadas, de acordo com o Ministério dos Transportes. O pior acidente aéreo anterior na Coreia do Sul havia ocorrido em 2002, quando um voo da Air China caiu, matando 129 pessoas.

    Investigadores estão examinando colisões com pássaros e condições climáticas como possíveis causas do acidente. Nesta segunda-feira, autoridades do Ministério dos Transportes disseram que, enquanto os pilotos faziam uma aproximação programada, eles informaram à torre de controle que a aeronave havia colidido com pássaros, logo após um alerta do setor de tráfego aéreo.

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    Os pilotos, então, emitiram um aviso de “mayday” e sinalizaram a intenção de desistir do pouso, dar a volta e tentar novamente. Pouco depois, a aeronave caiu na pista. Foi confirmado que o acidente ocorreu durante a segunda tentativa de pouso. Além disso, chamou a atenção dos analistas o fato de a aeronave ainda estar em alta velocidade no trecho final da pista.

    Testemunhas e vídeos mostram o motor do Boeing pegando fogo antes de o avião bater no muro e explodir. A aeronave pousou com o trem de pouso recolhido, mas ainda não está claro se isso foi consequência de uma colisão com pássaros. O fogo no motor é consistente com acidentes anteriores envolvendo aves.

    O Aeroporto Internacional de Muan registra a maior taxa de colisões com pássaros na Coreia do Sul. Desde 2019, foram relatados 10 incidentes envolvendo aves, em grande parte devido à proximidade do aeroporto com áreas costeiras e campos, que atraem essas aves.

    O Ministério dos Transportes afirmou que a “caixa preta” do avião foi encontrada, mas parecia ter sofrido alguns danos do lado de fora, possivelmente comprometendo parte dos dados. O gravador foi transportado para Seul e uma análise começará quando uma equipe do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA e autoridades da Boeing chegarem ao país ainda nesta segunda-feira.

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