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Coreia do Norte reabre linha direta com Sul e pede diálogo

Países querem normalizar projetos comerciais, como complexo Kaesong

Por Da Redação 7 jun 2013, 07h49

A Coreia do Norte reabriu uma linha direta de comunicação da Cruz Vermelha com a Coreia do Sul, nesta sexta-feira, e convidou autoridades de Seul para negociações no fim de semana, após uma enxurrada de ameaças de guerra este ano. Na quinta-feira, a Coreia do Norte propôs negociações para normalizar projetos comerciais, incluindo uma zona industrial conjunta que foi fechada no auge da tensão, no início de abril.

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As medidas da Coreia do Norte acontecem antes de uma reunião de cúpula entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Barack Obama, na sexta-feira, na Califórnia. Ações da Coreia do Norte, incluindo o mais recente teste nuclear do país, em fevereiro, e ameaças de atacar a Coreia do Sul e os Estados Unidos são possíveis temas de prioridade na agenda, já que a China é a principal aliada do regime de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte parou de responder às chamadas pela linha direta da Cruz Vermelha em março. Outra linha, usada por militares, permanece desligada. “Nós apreciamos o fato de o lado Sul ter respondido pronta e positivamente à proposta feita por nós para a realização de negociações entre autoridades de ambos os lados”, disse um porta-voz do Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia à agência de notícias oficial do Norte, KCNA.

As duas Coreias não negociam desde fevereiro de 2011. A Coreia do Sul propôs a realização de conversações ministeriais em 12 de junho, em Seul, para discutir uma série de questões, incluindo projetos comerciais e a questão das famílias separadas durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Em resposta, o Norte convidou a Coreia do Sul para uma reunião de trabalho no domingo na cidade fronteiriça de Kaesong, onde empresas sul-coreanas empregavam 53.000 trabalhadores norte-coreanos para produzir bens domésticos baratos – até que o Norte ordenou o fechamento do local.

A Coreia do Sul usou a linha direta para aceitar a proposta de negociações em nível de trabalho, mas sugeriu que se realize na vila de trégua de Panmunjom, que abrange a fronteira. Seul também sugeriu que as negociações incluam trabalhos preparatórios para a reunião de nível ministerial.

(Com agência Reuters)

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