Coreia do Norte anuncia novo teste de míssil hipersônico
Lançamento acompanhado por Kim Jong-un reforça discurso nuclear às vésperas de congresso do partido governista
A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira, 5, ter realizado novos testes com um sistema de mísseis hipersônicos sob a supervisão direta do líder Kim Jong-un. A ação marca mais um passo na escalada de demonstrações militares de Pyongyang às vésperas do congresso do Partido dos Trabalhadores, principal evento político do regime, o primeiro em cinco anos.
De acordo com a agência estatal KCNA, o exercício teve como objetivo avaliar a prontidão operacional das tropas de mísseis, aprimorar sua capacidade de ataque e testar a eficácia do sistema de dissuasão do país. Durante o lançamento, Kim afirmou que o teste confirmou avanços tecnológicos considerados estratégicos para a defesa nacional e reiterou a necessidade de acelerar a modernização dos meios militares, especialmente dos armamentos ofensivos.
O anúncio veio um dia após Coreia do Sul e Japão detectarem múltiplos lançamentos de mísseis balísticos por parte do regime norte-coreano, classificados por Seul como provocações. A movimentação coincidiu ainda com a viagem do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, à China, onde participa de uma cúpula com o líder Xi Jinping. O programa nuclear da Coreia do Norte deve ocupar lugar central nas conversas entre os dois países.
Especialistas apontam que, caso consiga operar plenamente armas hipersônicas, Pyongyang passaria a ter maior capacidade de contornar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e de seus aliados na região.
Nas últimas semanas, o regime norte-coreano também anunciou testes de mísseis de cruzeiro de longo alcance, apresentou novos sistemas antiaéreos e divulgou imagens que sugerem avanços na construção de seu primeiro submarino de propulsão nuclear. Observadores interpretam as ações como parte de uma estratégia para exibir conquistas concretas no setor bélico antes do congresso do partido governista.
O endurecimento do discurso de Kim ocorre em um contexto de maior tensão internacional após a recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na queda de Nicolás Maduro. Pyongyang condenou a ação, afirmando que o episódio evidencia o que chamou de “natureza desonesta e brutal” de Washington.
Segundo especialistas, Kim acredita que a ampliação do arsenal nuclear é essencial para garantir a sobrevivência de seu governo e a soberania do Estado diante do que considera hostilidades lideradas pelos EUA. Durante o exercício de lançamento, o líder norte-coreano justificou a estratégia ao citar “a recente crise geopolítica e os complexos eventos internacionais” como fatores que reforçam, em sua avaliação, a necessidade de fortalecer o poder militar do país.
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