“À medida que a situação e as tarefas enfrentadas pelo partido mudam, inevitavelmente haverá todos os tipos de conflitos e problemas dentro da nossa sigla”, disse Xi.
A declaração do presidente chinês faz parte de um discurso realizado durante uma reunião com o órgão anticorrupção do Partido Comunista Chinês (PCC) em janeiro, mas não havia sido divulgada anteriormente. Outras partes do discurso já haviam sido relatadas pela mídia estatal.
“Devemos ter a coragem de virar a faca para dentro e eliminar seu impacto negativo em tempo hábil para garantir que a festa esteja sempre cheia de vigor e vitalidade”, completou ele.
Corrupção no partido
Desde que chegou ao poder, em 2012, Xi vem reprimindo o que chama de corrupção envolvendo membros de seu partido, com o objetivo de consolidar sua autoridade máxima dentro do PCC, reduzir espaço para dissidências, aumentar a popularidade e restaurar a desgastada confiança da população na política.
Apesar da repressão, a corrupção continua a assolar a legenda, especialmente dentro das forças armadas. Nos últimos dois anos, dois ex-ministros da Defesa foram expulsos do partido por “sérias violações de disciplina”, um eufemismo para corrupção.
O apelo de Xi, divulgado nesta segunda-feira, indica um novo impulso do governo nos esforços para caçar autoridades corruptas.
No ano passado, cerca de 610.000 membros do partido governante foram punidos por violar as regras de disciplina internas, 49 dos quais ocupavam cargos acima de vice-ministro ou governador, de acordo com a Comissão Central de Inspeção Disciplinar do PCC.