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Condenação de médico paquistanês ‘não colabora’ na relação com os EUA (Panetta)

Por Saul Loeb - 27 maio 2012, 12h51

A condenação de um médico paquistanês a 33 anos de prisão por ter ajudado a CIA a encontrar Osama bin Laden “não colabora” para a melhoria da relação entre Paquistão e Estados Unidos, comentou neste domingo o secretário de Defesa americano, Leon Panetta.

“É perturbante ver a condenação desse médico por ter ajudado a rastrear o terrorista mas tristemente conhecido de nosssa época. Esse doutor não trabalhava contra o Paquistão, e sim contra a Al-Qaeda”, disse Panetta ao canal de TV ABC.

Para Panetta, diretor da CIA na época do ataque a Bin Laden, a reação de Islamabad “não colabora com os esforços para tentar restabelecer uma relação entre Estados Unidos e Paquistão”.

O cirurgião Shakeel Afridi foi condenado na última quarta-feira por um tribunal de seu país, por ter ajudado a CIA a encontrar Bin Laden, assassinado há mais de um ano por um comando americano no norte do Paquistão.

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O ataque que vitimou o terrorista prejudicou ainda mais a relação entre Washington e Islamabad, oficialmente uma aliada na luta contra o terrorismo. “A relação com o Paquistão é uma das mais complicadas que temos, mas devemos trabalhar, é importante. É um país que possui armas nucleares”, assinalou Panetta.

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