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Cidade japonesa bloqueia vista do Monte Fuji contra turistas indesejados

Funcionários municipais instalaram barreira de 2,5 metros de altura para desencorajar visitantes que buscam apenas uma foto 'instagramável'

Por Da Redação
21 Maio 2024, 17h52

As autoridades da cidade de Fujikawaguchiko, no Japão, instalaram nesta terça-feira, 21, uma barreira de malha de ferro para bloquear a vista do Monte Fuji, uma medida tomada para desencorajar a chegada recorde de turistas. Segundo os moradores da região, muitos visitantes chegam no local violando regras de trânsito em busca da foto perfeita da icônica montanha.

A rede preta de 20 metros de comprimento e 2,5 metros de altura começou a ser instalada de manhã por funcionários municipais. O local em que foi plantada a barreira oferece uma vista da montanha coberta de neve, perto de uma loja de conveniência chamada Lawson’s. 

Alguns moradores afirmam que multidões costumam se aglomerar no local e estacionar ilegalmente, impedindo que outros pedestres utilizassem a calçada. Além da loja, a rede também vai proporcionar descanso à Clínica Odontológica Ibishi, onde turistas também estacionavam sem permissão – e até subiam nos telhados para tirar fotos “instagramáveis”.

Medida drástica

Anunciada em abril pela prefeitura, a medida foi motivada pelo incômodo com atitudes “incivilizadas” dos turistas. O número de visitantes no Japão tem aumentado drasticamente: só entre os meses de março e abril de 2024, mais de três milhões de pessoas aportaram no país – um recorde.

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Turistas mal comportados são um problema em muitos destinos populares em todo o mundo, e o fenômeno ganhou até nome: “overtourism“. Por exemplo, Veneza começou a cobrar uma taxa de entrada de cinco euros para visitantes que não pernoitam na cidade, enquanto a Grécia limitou o número de chegadas à famosa Acrópole em Atenas.

No entanto, o problema específico para Fujikawaguchiko é que os turistas vão para o local apenas para tirar fotos do Monte Fuji. Em seguida, tendem a voltar para Tóquio, o que significa que a economia local não é beneficiada. Além disso, na própria montanha, autoridades pretendem impor uma taxa de acesso e um limite diário de visitas a partir do segundo semestre.

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