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Chávez retoma ‘Alô Presidente’ com 5 horas de programa

Por Da Redação 8 jan 2012, 20h15

Caracas, 7 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, retomou neste domingo seu programa dominical ‘Alô Presidente’ após sete meses de ausência, e que teve cinco horas de duração, quando aproveitou para atacar os Estados Unidos e a oposição venezuelana, e para falar da política petrolífera ‘soberana’ de seu país.

Chávez escolheu a faixa petrolífera do Orinoco (sudeste) para realizar a edição número 376 do programa que tinha ficado suspenso desde que em junho do ano passado o presidente foi operado de um tumor cancerígeno.

A reativação do ‘Alô Presidente’ foi prejudicada por chuvas que foram comemoradas por Chávez, quem também cantou e dançou com um grupo de salsa.

Do local, lembrou que ‘antes’ a faixa era tomada pelas transnacionais petrolíferas americanas e assegurou que graças à nacionalização do setor em 2007 o país começou a receber os lucros gerados pelos 11.593 quilômetros quadrados da região para sua exploração.

Chávez atacou a oposição de seu país e assegurou que quando eram Governo avançaram rumo à privatização da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), com a consequente dependência das transnacionais.

Neste âmbito, Chávez anunciou que a Venezuela não reconhecerá as decisões do Centro Internacional de Regra de Investimentos do Banco Mundial (Ciadi) e assinalou que seu país deve sair desse mecanismo.

‘Desse Ciadi temos que sair e eu o digo de uma vez, nós não reconheceremos decisões do Ciadi’, disse.

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Chávez fez o comentário ao lembrar que a transnacional Exxon Mobil recorrerá a este organismo depois que a Câmara de Comércio Internacional (CCI) de Paris determinou que Caracas deve pagar à companhia petrolífera americana US$ 907 milhões após a nacionalização de parte de seus ativos em 2007.

O presidente venezuelano se referiu a supostas ameaças para embargar a Citgo, companhia de distribuição de combustível da PDVSA que opera nos EUA.

‘A Citgo deve valer algo como US$ 20 bilhões pelo menos, bom, eles verão, o Governo ianque (EUA) verá’, comentou o presidente.

Chávez também Lembrou que no dia 26 fevereiro de 2007 foi assinado o decreto 5.200, mediante o qual seu Governo autorizou a PDVSA a tomar o controle total da faixa do Orinoco e assinalou que o quinto aniversário desta data deve ser comemorado este ano.

Além disso, ao mesmo tempo que lembrou que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chega neste domingo a Caracas, disse que lhe causava riso o fato de o Governo dos EUA ter recomendado aos países não se relacionar com o Irã.

‘Hoje por certo chega a Venezuela e nos honra com sua visita o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, (…) e agora, porta-vozes de lá de Washington, do Departamento de Estado da Casa Branca, andam dizendo que não é conveniente para nenhum país se aproxime do Irã, bom, na verdade dá vontade de rir’, disse Chávez.

No entanto, advertiu que os EUA ameaçam seu país ao ‘inventar’ que a partir de Venezuela, Cuba e Nicarágua, o Irã prepara ataques contra a nação americana e pediu ao presidente americano, Barack Obama, que se ocupe dos problemas de seu país ‘que são muitos’.

Embora o início do programa tenha sido um pouco acidentado e com problemas técnicos dos quais Chávez reclamou publicamente, o resto do espaço foi marcado por ‘passes’ coordenados com outras regiões do país, onde se desenvolvem projetos e missões. EFE

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