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Carta ao Leitor: Coberturas históricas

Capas de VEJA mostraram transformação da monarquia do Oriente Médio na ditadura sanguinária do Irã

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2026, 06h00 • Atualizado em 6 mar 2026, 13h17
  • Os sucessivos bombardeios contra o Irã promovidos por Estados Unidos e Israel deixaram o mundo sob suspense. Passados os primeiros dias do conflito, é impossível ainda prever todas as consequências e desdobramentos desse ato. A agressão a um Estado soberano se iniciou quando ainda estavam em curso conversas diplomáticas com o objetivo de negociar um freio ao programa nuclear do país islâmico. Não surgiram evidências irrefutáveis até agora de que havia um risco iminente de ataque partindo do regime dos aiatolás, uma das justificativas apresentadas para a guerra. Segundo disse Donald Trump, sem apresentar provas, os iranianos estavam desenvolvendo mísseis capazes de cruzar o Oceano Atlântico. “Lançamos uma operação massiva para impedir que essa ditadura perversa e radical ameace a América”, declarou o presidente. Trump não foi o primeiro líder mundial a evocar o direito de usar a violência para combater um mal maior. Em meio à luta contra o nazismo na Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, dizia que o conflito representava uma batalha necessária entre a civilização e a “tirania monstruosa”.

    Nas últimas décadas, a verdade é que nenhum regime se mostrou tão cruel quanto o iniciado pela Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi. Um brutal aparato policial passou a perseguir mulheres e minorias, agindo também de forma implacável contra dissidentes, como demonstram as inúmeras execuções em massa ocorridas ao longo dessas cinco décadas, sendo a última delas em repressão às manifestações contra o governo em janeiro. Algumas estimativas falam em 30 000 mortes. A crueldade se estende para além das fronteiras, na forma de apoio a grupos terroristas como o Hezbollah. O Grande Satã (Estados Unidos) e o Pequeno Satã (Israel) se tornaram os inimigos mortais. Inspirados por esse espírito maligno, atentados ocorridos a partir do fim dos anos 70 atingiram alvos em diferentes partes do mundo, da Argentina ao Líbano.

    Inúmeras capas de VEJA mostraram essa transformação da monarquia do Oriente Médio em uma ditadura sanguinária. O início da Revolução Islâmica foi tema de destaque de várias edições durante a década de 70. Tempos depois, em 2013, ao percorrer as ruas da capital, Teerã, a jornalista Thaís Oyama destacou em seu relato que, “por mais de trinta anos, o ódio aos Estados Unidos foi propagado pelos alto-falantes das mesquitas e mantido no óleo fervente dos sermões de forma a nunca deixar de borbulhar”. As esperanças de um processo de abertura da ditadura foram caindo por terra nos últimos anos. Conforme mostra reportagem desta edição, os ataques de Estados Unidos e Israel enfraqueceram esse regime, mas é impossível determinar se a ponto de precipitar sua queda. A única certeza por enquanto é que o Irã e a região do Oriente Médio nunca mais serão os mesmos daqui para a frente. Na projeção mais otimista, uma intensa transformação pode fazer com que esse período de terror vire uma triste página do passado.

    Publicado em VEJA de 6 de março de 2026, edição nº 2985

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