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Candidatos à presidência francesa redobram esforços no último dia de campanha

Por Por Deborah PASMANTIER
20 abr 2012, 11h14

Os candidatos favoritos à presidência da França, o socialista François Hollande e o atual presidente Nicolas Sarkozy, empenharam suas últimas forças no último dia de campanha para convencer os eleitores, antes do primeiro turno da eleição, no domingo.

A partir da meia-noite (19h00 no horário de Brasília) desta sexta-feira já não poderão se pronunciar mais. Até lá, vão correr atrás dos eleitores até o último minuto, com entrevistas a jornais, rádios, televisões e aparições públicas em comícios.

Para os institutos de pesquisa, o resultado ainda está em jogo.

As cinco pesquisas de opinião divulgadas desde quinta-feira apontam François Hollande vencedor do segundo turno, em 6 de maio, com mais de 10 pontos de vantagem sobre Nicolas Sarkozy (até 57% de votos contra 43%, segundo CSA e BVA).

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No primeiro turno, o socialista aparece à frente em quatro pesquisas (até 30% dos votos de acordo com BVA) e empatado com o atual presidente segundo uma quinta sondagem.

“François Hollande à frente de Nicolas Sarkozy: com margem de erro, com a porosidade e incerteza, essa é a tendência que observamos durante os últimos dias”, comentou Brice Dyer (Ipsos). O Socialista “permanece relativamente estável”, enquanto o presidente-candidato “está corroído”, acrescentou.

Os candidatos prendem a respiração, mantém a linha e fazem um apelo aos eleitores indecisos (que representam um quarto dos eleitores) para que se mobilizem e votem no domingo.

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François Hollande, que um ano após o início do seu longo caminho para o Eliseu sente a vitória na mão, continua cauteloso.

“Eu continuo a dizer: não acredito que haja uma eleição já ganha”, disse nesta sexta-feira à rádio Europe 1.

Embora pareça não duvidar deste “movimento que quer dar à esquerda a responsabilidade do país”, ontem, em um comício no sudoeste, deu sua palavra final: “O desafio de domingo é colocar no lugar mais alto o candidato da mudança, é tornar a vitória irresistível, irreversível”.

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Nicolas Sarkozy, triunfalmente eleito em 2007 antes de se tornar o presidente mais impopular, continua na disputa.

“Meu estado de espírito é de uma grande determinação”, declarou ao jornal Le Figaro. “Eu não duvido das surpresas (que o primeiro turno) nos reservará”.

O chefe de Estado, que sofre com a sua imagem de “presidente dos ricos”, fez um mea culpa sobre o seu estilo.

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“Talvez o erro que eu cometi no início do meu mandato, foi não compreender o papel simbólico do presidente e não colocar solenidade o suficiente”, admitiu à rádio RTL.

Ele voltou a levantar o fantasma de uma tempestade econômica na França, em caso de vitória da esquerda. “A Europa está se recuperando, esta é a realidade e não temos margem para erro”, alertou.

Os dois homens devem realizar seus últimos comícios, François Hollande no noroeste e Sarkozy na cidade de Nice (sudeste).

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Os candidatos que disputam o terceiro lugar pedem, por sua vez, que os eleitores não cedam à polarização entre os dois favoritos.

De acordo com a maioria das pesquisas, a líder da extrema-direita Marine Le Pen subiu para 16% das intenções de votos, à frente do líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon.

Enquanto o presidente-candidato tenta roubar seus votos, Le Pen advertiu que “votar em Nicolas Sarkozy é votar para alguém que já partiu”.

Revelação desta campanha, Jean-Luc Mélenchon (com cerca de 13% dos votos) pediu aos indecisos seu voto para permitir que a esquerda radical “ultrapasse a extrema-direita”.

Quanto ao centrista François Bayrou, que em 2007 chegou em terceiro lugar, denunciou “os demagogos” e “a divisão direita-esquerda”.

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