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Brasil sai de cima do muro e apoia povo líbio

Ministro de Relações Exteriores diz que governo é solidário aos rebeldes

Por Da Redação - 25 ago 2011, 20h17

O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, finalmente saiu de cima do muro ao dizer nesta quinta-feira que o governo brasileiro é solidário aos líbios que querem por fim ao regime de 42 anos de Muamar Kadafi. “Presto solidariedade às aspirações do povo líbio por progressos institucionais, econômicos e sociais, por buscar formas mais modernas de governança. Nas últimas décadas o país foi submetido a um governo autocrático”, disse Patriota.

Questionado se o Brasil daria asilo a Kadafi, que manteve excelentes relações com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que tal possibilidade “não está em consideração”. “Como região democrática, estamos ao lado das aspirações por liberdade e democracia”, afirmou o ministro.

Apesar de reconhecer que o órgão político dos insurgentes, o Conselho Nacional de Transição (CNT), seja um “interlocutor válido no atual momento”, o chanceler brasileiro reiterou que vai esperar uma decisão de ONU antes de legitimar um futuro governo rebelde. “Qualquer que seja o governo, ele deverá ser de transição, para organizar eleições e proporcionar à população condições de maior participação nos destinos do país”, disse. Nos últimos dois dias, Patriota esteve em Buenos Aires para se reunir com chanceleres do Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e do Focalal (Foro de Cooperação América Latina-Ásia do Leste).

Venezuela – Há opiniões divergentes na América Latina. A Venezuela condenou o ataque rebelde a Trípoli e a caça a Kadafi, que é considerado por Hugo Chávez um amigo. “Reconhecemos apenas um governo, o dirigido por Muamar Kadafi. Ratificamos nossa solidariedade ao povo líbio, irmão agredido e bombardeado”, disse o caudilho na quarta-feira.

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